E que rodada! E que Eurocopa! Quando estou assistindo a um jogo da Euro, é inevitável comparar com um do Brasileirão. Aqui, no país pentacampeão, anda-se jogando ultimamente um futebol chato, no qual um time faz um a zero e parece feliz com isso, e o outro tenta atacá-lo sem muito entusiasmo. Chutes tortos, poucos passes e poucas jogadas rápidas. Para piorar, a Rede Globo parece ter o dom de escolher para transmitir o jogo na rodada em que sairão menos gols.
Enfim, qualquer telespectador que veja um bom jogo da Euro(não são muitas pessoas, pois os jogos são à tarde e a maioria em dia de semana, quando o trabalhador brasileiro não está em casa vendo TV). Sei muito bem que o brasileiro comum não está dando muita bola para a Euro, e acho natural, afinal o futebol brasileiro é que nos mantém ligados ao futebol durante o ano todo. Mas olhando de um ponto de vista de qualidade técnica, analisando jornalisticamente, garanto que é um espetáculo que se deve ver.
GRUPO A
Uma coisa realmente rara de acontecer é o anfitrião cair na primeira fase. Segundo me lembro, o exemplo mais recente aconteceu mesmo em uma Eurocopa, em 2000. Assim como agora, havia uma organização conjunta. No caso, entre Bélgica e Holanda. Os holandeses, no grupo D, passaram soberbos pelo grupo D, vencendo Repúblca tcheca(1-0),Dinamarca(3-0) e França(3-2). Os belgas, no grupo B, começaram bem sua caminhada, fazendo 2 a 0 na Suécia, em Bruxelas. Na segunda rodada, pegou uma Itália em ótima fase e foi derrotada por 2 x 0, mas entrou na última rodada precisando apenas de um empate contra a ainda inexpressiva Tuquia(que de fato não metia medo antes de seu terceiro lugar na Copa 2002). Mas os turcos venceram por 2 x 0, com gols do nosso conhecido Hakan Sukur, e eliminaram a Bélgica.
E agora, 8 anos depois, parece que nenhum dos anfitriões se salvará. A Áustria, no grupo B, está em situação delicadíssima. E no grupo A, os suíços surpreendentemente já estão fora. Estão com 0 pontos, Turquia e República Tcheca tem 3 e Portugal 6. Como em um jogo não há como os dois perderem, pelo menos um entre turcos e tchecos irá pontuar. Assim, a partida contra Portugal será uma despedida para os helvéticos.
Vencedores na primeira rodada, lusos e tchecos jogaram em Genebra por uma possível classificação antecipada. Saindo com disposição maior, Portugal abriu o placar com um gol chorado de Deco, aos 8 minutos. A República Tcheca logo empatou, aos 17 minutos, de cabeça após escanteio. O jogo, muito corrido, foi prosseguindo com boas chances, sendo a maioria de Portugal, mas o primeiro tempo terminou assim. Na segunda etapa, a República Tcheca voltou melhor, mas Portugal esperou o momento certo e deu o bote. Deco deu um ótimo passe e Cristiano Ronaldo, o queridinho da Eurocopa, bateu firme e pôs os lusos à frente. O time de Karel Brückner seguiu atacando, mas Portugal, nos acréscimos, deu o golpe de misericórdia. Cristiano Ronaldo surgiu na frente de Cech mas preferiu passar a bola para Quaresma que, sozinho, deu números finais à partida. Esse gol, entretanto, foi importantíssimo porque deixou turquia e República Tcheca exatamente iguais, assunto sobre o qual falarei a seguir.
Suíça 1 x 2 Turquia
A chuva não poupou o estádio de Basiléia e encharcou o gramado, ajudando a produzir um dos
jogos mais fracos até aqui, tecnicamente falando. Os anfitriões Suíços estavam sob forte pressão após a derrota na estréia, mas o clima era de vida ou morte para ambas as seleções. Em um primeiro tempo truncado, a Suíça abriu o placar com um gol bizarro. Derdiyok cruzou rasteiro, mas forte demais. Contudo, a bola parou em uma poça d´água, e Yakin, que tem pais turcos, empurrou para o gol. Não comemorou, assim como Podolski contra a Polônia. A Turquia não reagiu na primeira etapa. Depois do intervalo, voltou mais ofensiva. Semturk, que acabara de entrar, marcou um gol anulado por impedimento. Seis minutos depois, recebeu cruzamento de Nihat e cabeceu para o gol. Benaglio, ainda tocou na bola, mas espalmou para dentro. Um a um. Sem conseguir sair para o ataque, os Suíços iam sendo acuados pela Turquia. Tiveram uma boa chance em um contra-ataque, mas Demirel defendeu. O jogo já estava com cheiro de empate quando os turcos armaram uma última oportunidade. Adra Turan cortou para a esquerda e bateu forte na defesa. A bola desviou em Müller e enganou Benaglio. A Suíça, para desespero dos mais de 7 milhões de Suíços, especialmente os 42.000 que compareceram ao St.Jakob Park, em Basiléia.
jogos mais fracos até aqui, tecnicamente falando. Os anfitriões Suíços estavam sob forte pressão após a derrota na estréia, mas o clima era de vida ou morte para ambas as seleções. Em um primeiro tempo truncado, a Suíça abriu o placar com um gol bizarro. Derdiyok cruzou rasteiro, mas forte demais. Contudo, a bola parou em uma poça d´água, e Yakin, que tem pais turcos, empurrou para o gol. Não comemorou, assim como Podolski contra a Polônia. A Turquia não reagiu na primeira etapa. Depois do intervalo, voltou mais ofensiva. Semturk, que acabara de entrar, marcou um gol anulado por impedimento. Seis minutos depois, recebeu cruzamento de Nihat e cabeceu para o gol. Benaglio, ainda tocou na bola, mas espalmou para dentro. Um a um. Sem conseguir sair para o ataque, os Suíços iam sendo acuados pela Turquia. Tiveram uma boa chance em um contra-ataque, mas Demirel defendeu. O jogo já estava com cheiro de empate quando os turcos armaram uma última oportunidade. Adra Turan cortou para a esquerda e bateu forte na defesa. A bola desviou em Müller e enganou Benaglio. A Suíça, para desespero dos mais de 7 milhões de Suíços, especialmente os 42.000 que compareceram ao St.Jakob Park, em Basiléia. Com estes resultados, criou-se uma situação inusitada no grupo A. Com portugal garantido, Turquia e República Tcheca estão empatadas em todos os critérios para decidir a segunda vaga e jogarão entre si. Assim, se empatarem, terão que decidir a vaga nos pênaltis, apesar de ainda não ser mata-mata.
Estarei pesquisando mais a respeito da história dos critérios de desempate em jogos, e publicarei os resultados em breve.
GRUPO B
GRUPO B
Esta Eurocopa está cheia de gols nos acréscimos, aqueles que mais são carregados de emoção e de um instante para outro mudam classificções, resultados e situações completas. Na primeira rodada, foi depois do tempo regulamentar que Portugal selou o 2 x 0 em cima da Tuquia e a Espanha terminou de golear a Rússia, por 4 x 1. Na segunda rodada, Portugal marcou 3 x 1 nos tchecos e a Turquia definiu sua vitória dramática sobre a Suíça. Nesse grupo B, os austríacos seriam os próximos a reverter uma situação dramática com um gol no finzinho.
Áustria 1 x 1 Polônia
Jogando sob o fantasma da eliminação da anfitriã Suíça, os Austríacos estiveram nervosos contra
a Polônia. O brasileiro naturalizado polaco Roger Guerreiro, que mais parecia um habilidoso jogador de futsal a julgar pelo seu estilo, entortava os austríacos e ameaçava constantemente o gol de Macho(pronuncia-se macko). Seu gol, entretanto, foi marcado em posição de impedimento, embora fosse dificilmente detectável pelo árbitro Howard Webb. Os Austríacos, sem a mesma técinica da Polônia, tiveram que compensar na raça. Para tanto, o técnico Josef Hickersberger colocou em campo o veterano Ivica Vastic, de 38 anos, que havia atuado na Copa do Mun
do 1998 pela Áustria e marcado o gol de empate em 1x1 contra o Chile, nos acréscimos do jogo, salvando provisoriamente os austríacos da eliminação. Mal sabia ele que uma situação parecidíssima iria ocorrer dez anos depois, na Euro2008. A Áustria já estava desanimando, a torcida já lamentava, mas Sebastian Prodl foi agarrado na área, aos 48 da etapa complementar, e achou um pênalti. Vastic, o veterano heróico, correu para a bola e deu sobrevida à Áustria, com o empate. Se derrotarem a Alemanha na última rodada e classificarem, os austríacos deveriam fazer um estátua em homenagem a Vastic.
a Polônia. O brasileiro naturalizado polaco Roger Guerreiro, que mais parecia um habilidoso jogador de futsal a julgar pelo seu estilo, entortava os austríacos e ameaçava constantemente o gol de Macho(pronuncia-se macko). Seu gol, entretanto, foi marcado em posição de impedimento, embora fosse dificilmente detectável pelo árbitro Howard Webb. Os Austríacos, sem a mesma técinica da Polônia, tiveram que compensar na raça. Para tanto, o técnico Josef Hickersberger colocou em campo o veterano Ivica Vastic, de 38 anos, que havia atuado na Copa do Mun
do 1998 pela Áustria e marcado o gol de empate em 1x1 contra o Chile, nos acréscimos do jogo, salvando provisoriamente os austríacos da eliminação. Mal sabia ele que uma situação parecidíssima iria ocorrer dez anos depois, na Euro2008. A Áustria já estava desanimando, a torcida já lamentava, mas Sebastian Prodl foi agarrado na área, aos 48 da etapa complementar, e achou um pênalti. Vastic, o veterano heróico, correu para a bola e deu sobrevida à Áustria, com o empate. Se derrotarem a Alemanha na última rodada e classificarem, os austríacos deveriam fazer um estátua em homenagem a Vastic.Alemanha 1 x 2 Croácia
Es
te resultado foi, talvez, o mais surpreendente da Euro2008 até o momento. Depois da forte estréia dos alemães, com um sólida vitória diante da Polônia, em contraposição ao triunfo conseguido a duras penas pelos croatas frente a Áustria, a maioria certamente apostava em vitória alemã. A Croácia, que não era da mesma opinião, não se acovardou. partiu pra cima e dominou a partida a partir dos 15 minutos do primeiro tempo. Aos 24, O lateral pranjic cruzou da esquerda, na medida, e Srna esticou-se para abrir o placar. Em desvantagem, a Alemanha foi para cima, mas o restante do primeiro tempo foi preenchido com uma ótima marcação croata e uma segura atuação do goleiro Pletikosa. A Alemanha voltou dos vestiários determinada a virar o jogo, o que acabou abrindo brechas do meio para trás. A Croácia, que não pretendia passar o resto do jogo fechada na defesa, ousou e foi para cima. No segundo gol, entretanto, os croatas contaram com a sorte. Rakitic cruzou despretensiosamente da direita, a bola bateu no braço de Podolski, enganou o goleiro Lehman e tocou na trave. Na sobra, com o alemão deslocado, Olic empurrou livre leve e
solto para o gol, mais ou menos como o brasileiro Fred havia feito na Copa do Mundo 2006, contra a Austrália. A Alemanha não desistiu da luta e foi premiada com um gol de Lukas Podolski, que aproveitou uma bola alta e emendou bonito para o gol, igualando-se a David Villa na artilharia da Euro2008, com três gols. O placar, no entanto, não foi mais alterado, e a Croácia afirmou mais uma vez a condição de pedra no sapato dos alemães. A vitória mais notória que obtiveram sobre a Alemanha foi conquistada nas quartas-de-final da Copa do Mundo 1998, quando o time de Suker e companhia aplicou implacáveis 3 x 0 nos alemães e classificaram-se para as semifinais onde enfrentariam a França, por quem acabariam sendo eliminados.
Es
te resultado foi, talvez, o mais surpreendente da Euro2008 até o momento. Depois da forte estréia dos alemães, com um sólida vitória diante da Polônia, em contraposição ao triunfo conseguido a duras penas pelos croatas frente a Áustria, a maioria certamente apostava em vitória alemã. A Croácia, que não era da mesma opinião, não se acovardou. partiu pra cima e dominou a partida a partir dos 15 minutos do primeiro tempo. Aos 24, O lateral pranjic cruzou da esquerda, na medida, e Srna esticou-se para abrir o placar. Em desvantagem, a Alemanha foi para cima, mas o restante do primeiro tempo foi preenchido com uma ótima marcação croata e uma segura atuação do goleiro Pletikosa. A Alemanha voltou dos vestiários determinada a virar o jogo, o que acabou abrindo brechas do meio para trás. A Croácia, que não pretendia passar o resto do jogo fechada na defesa, ousou e foi para cima. No segundo gol, entretanto, os croatas contaram com a sorte. Rakitic cruzou despretensiosamente da direita, a bola bateu no braço de Podolski, enganou o goleiro Lehman e tocou na trave. Na sobra, com o alemão deslocado, Olic empurrou livre leve e
solto para o gol, mais ou menos como o brasileiro Fred havia feito na Copa do Mundo 2006, contra a Austrália. A Alemanha não desistiu da luta e foi premiada com um gol de Lukas Podolski, que aproveitou uma bola alta e emendou bonito para o gol, igualando-se a David Villa na artilharia da Euro2008, com três gols. O placar, no entanto, não foi mais alterado, e a Croácia afirmou mais uma vez a condição de pedra no sapato dos alemães. A vitória mais notória que obtiveram sobre a Alemanha foi conquistada nas quartas-de-final da Copa do Mundo 1998, quando o time de Suker e companhia aplicou implacáveis 3 x 0 nos alemães e classificaram-se para as semifinais onde enfrentariam a França, por quem acabariam sendo eliminados.GRUPO C
É pouco provável que, antes do início da Euro2008, houvesse algum holandês tão otimista a ponto de prever os resultados que a holanda fez nos dois primeiros jogos. E que jogos! Tanto na primeira partida(em que derrotaram a atual campeã mundial, a Itália, por 3 x 0) quanto na segunda(na qual os franceses, vice-campeões mundiais, caíram ante a Laranja por 4 x 1), o placar poderia ter sido 5 x 5. O fato é que a Holanda já está garantida em primeiro lugar no grupo C, com 6 pontos, contra apenas 2 da Romênia e 1 de Itália e França. Caso a Romênia perca por 3 x 0 na última rodada e frança e Itália empatem, o critério de classificação será ainda mais inusitado do que a decisão por pênaltis que poderá acontecer entre Turquia e República Tcheca: será pelo melhor retrospecto nas eliminatórias para esta Euro e nas eliminatória da Copa 2006, critério no qual a Itália leva vantagem. Mas são combinações remotas. Os resultados dessa rodada mostraram uma Romênia, que poderia ser o saco de pancadas, lutando de igual para igual com Itália e França e uma Holanda soberba, candidata desde já ao título do torneio, assim como Espanha e Portugal, principalmente.
Itália x Romênia
Os italianos podem mais uma vez, e com razão, reclamar da arbitragem nessa Eurocopa. Embora tivesse sido um lance de difícil interpretação, a arbitragem invalidou um gol legítimo de Luca Toni no final do primeiro tempo, dominado pelos italianos que, contudo, não conseguiram marcar. Os italianos ficaram tensos, desejosos de apagar da memória a derrota para a holanda por 3 x 0 na estréia. No segundo tempo, a Romênia foi quem voltou melhor para o jogo. Após uma recuada errada de Zambrotta, Adrian Mutu fuzilou no alto sem chances para Buffon. Nem houve tempo para comemorar. Um minuto depois, Panucci aproveitou um escanteio e deixou tudo igual. O jogo ficou truncado a partir daí, mas aos 35 minutos do segundo tempo Niculae sofreu falta dentro da área. Pênalti. Se Mutu convertesse, poderia dar a vitória à Romênia e desclassificar prematuramente os italianos. Mas Buffon saltou no canto certo, defendeu meio que com o pé, meio que com a mão, e segurou o empate, que deixou a situação em aberto para a última rodada.
Os italianos podem mais uma vez, e com razão, reclamar da arbitragem nessa Eurocopa. Embora tivesse sido um lance de difícil interpretação, a arbitragem invalidou um gol legítimo de Luca Toni no final do primeiro tempo, dominado pelos italianos que, contudo, não conseguiram marcar. Os italianos ficaram tensos, desejosos de apagar da memória a derrota para a holanda por 3 x 0 na estréia. No segundo tempo, a Romênia foi quem voltou melhor para o jogo. Após uma recuada errada de Zambrotta, Adrian Mutu fuzilou no alto sem chances para Buffon. Nem houve tempo para comemorar. Um minuto depois, Panucci aproveitou um escanteio e deixou tudo igual. O jogo ficou truncado a partir daí, mas aos 35 minutos do segundo tempo Niculae sofreu falta dentro da área. Pênalti. Se Mutu convertesse, poderia dar a vitória à Romênia e desclassificar prematuramente os italianos. Mas Buffon saltou no canto certo, defendeu meio que com o pé, meio que com a mão, e segurou o empate, que deixou a situação em aberto para a última rodada.França 1 x 4 Holanda
Este jogo foi, talvez, o melhor do torneio até o momento. O telespectador quase não teve
momento de descanso, tanto França quanto Holanda jogaram com ousadi, muita categoria e vontade inabalável de marcar gols. A Holanda saiu na frente. Após escanteio, Kuyt cabeceou certeiro, sem chance para Coupet, e fez 1 x 0. Após o gol, a França se jogou ao ataque, mas as tentativas de Abidal, Govou e Ribéry foram defendidas brilhantemente por Van der Sar. 38 anos, agilidade de 20, o veterano goleiro holandês estava em estado de graça. Fim de primeiro tempo´. Após o intervalo, mais eletrizantes 45 minutos. A França voltou disposta a furar a barreira holandês. Logo no início, Henry chutou e a bola bateu no braço do zagueiro Ooijer dentro da área, mas o árbitro mandou seguir. Os franceses podem reclamar, mas era um lance difícil. Em seguida, outro lance, 4 tentativas consecutivas, Van der Sar defendeu duas, uma ricocheteou na zaga e na última a bola saiu e a holanda se segurou. No contra ataque, Van Persie aparou um cruzamento, a bola ainda encostou em Coupet mas foi entrando de fininho. 2 x 0. A França, que não se abateu com o gol, continuou criando chances, Raymond Domenech mandou o time a frente. Thierry Henry, que já havia perdido duas boas oportunidades de marcar, aproveitou uma bola rasteira na área e deslocou Van der Sar com um toque sutil, aos 26 do segundo tempo. Enquanto as emissoras de TV ainda transmitiam a comemoração dos franceses, Ajren Robben(que entrara no intervalo) invadiu a área e Fuzilou no alto para restabelecer os dois gols de diferença. Quem achou que agora os franceses fossem desanimar, enganaram-se novamente. Seguiram pressionando e mais uma vez brilhou a estrela de Van der Sar e do técnico Marco van Basten, que armara uma excelente linha defensiva. O tempo, contudo, foi passando, e em um momento de relaxamento da França, os holandeses mataram a partida. Na euro do gol nos acréscimos, Sneijder acertou uma virada perfeita e deu números finais à partida, aos 47 minutos da etapa complementar. Holanda classificada, com glória.
momento de descanso, tanto França quanto Holanda jogaram com ousadi, muita categoria e vontade inabalável de marcar gols. A Holanda saiu na frente. Após escanteio, Kuyt cabeceou certeiro, sem chance para Coupet, e fez 1 x 0. Após o gol, a França se jogou ao ataque, mas as tentativas de Abidal, Govou e Ribéry foram defendidas brilhantemente por Van der Sar. 38 anos, agilidade de 20, o veterano goleiro holandês estava em estado de graça. Fim de primeiro tempo´. Após o intervalo, mais eletrizantes 45 minutos. A França voltou disposta a furar a barreira holandês. Logo no início, Henry chutou e a bola bateu no braço do zagueiro Ooijer dentro da área, mas o árbitro mandou seguir. Os franceses podem reclamar, mas era um lance difícil. Em seguida, outro lance, 4 tentativas consecutivas, Van der Sar defendeu duas, uma ricocheteou na zaga e na última a bola saiu e a holanda se segurou. No contra ataque, Van Persie aparou um cruzamento, a bola ainda encostou em Coupet mas foi entrando de fininho. 2 x 0. A França, que não se abateu com o gol, continuou criando chances, Raymond Domenech mandou o time a frente. Thierry Henry, que já havia perdido duas boas oportunidades de marcar, aproveitou uma bola rasteira na área e deslocou Van der Sar com um toque sutil, aos 26 do segundo tempo. Enquanto as emissoras de TV ainda transmitiam a comemoração dos franceses, Ajren Robben(que entrara no intervalo) invadiu a área e Fuzilou no alto para restabelecer os dois gols de diferença. Quem achou que agora os franceses fossem desanimar, enganaram-se novamente. Seguiram pressionando e mais uma vez brilhou a estrela de Van der Sar e do técnico Marco van Basten, que armara uma excelente linha defensiva. O tempo, contudo, foi passando, e em um momento de relaxamento da França, os holandeses mataram a partida. Na euro do gol nos acréscimos, Sneijder acertou uma virada perfeita e deu números finais à partida, aos 47 minutos da etapa complementar. Holanda classificada, com glória.GRUPO D
A máxima "futebol é uma caixinha de surpresas" se fez presente no grupo D. Para alguns. Se usasrmos o raciocínio lógico, parece surpreendente que o atual campeão de uma competição seja eliminado ainda na primeira fase, e pior, com uma rodada de antecedência. A verdade, contudo, é que a seleção grga de fato não fez por merecer sequer marcar um gol, quanto mais vencer um jogo. Os gregos quiseram jogar fechados, como há 4 anos atrás, mas dessa vez a tática não funcionou. Em uma partida feia, perdeu por 1 x 0 para a Rússia e deu adeus antecipado ao torneio. Outra seleção que se deu mal por acomodar-se com um empate e não buscar a vitória foi a Suécia. Estava truncando o jogo que empatava com os espanhóis até os 47 minutos do segundo tempo, quando David Villa encarregou-se de castigá-los por excesso de cautela. Quanto aos espanhóis, já classificados, despontam como forte candidatos ao título, mas a seleção tem uma forte sina de morrer na praia...
Espanha 2 x 1 Suécia
Depois de golear por 4 x 1 os russos na estréia, a seleção espanhola emplacou outra grande atuação e derrotou a Suécia por 2 x 1, garantindo não apenas a classificação, mas o primeiro lugar antecipado no grupo D. Jogando com raça e determinação, a Espanha foi aos poucos acuando os suecos em seu campo de defesa. Aos 15 minutos do primeiro tempo, Villa recebeu um passe curto do escanteio, alçou a bola na área e Torres esticou o pé para abrir o placar. Daquele momento até o empate sueco, aos 34, foi o período em que a Suécia mais procurou o gol, por estar em desvantagem. Entretanto, após Ibrahimovic(o artilheiro da Suécia nesta Euro) fazer um gol chorado para empatar, os Suecos voltaram a se acomodar aparentemente satisfeitos com o empate. De volta dos vestiários, só dava Espanha, cujos atacantes exigiram uma excelente atuação do goleiro Isaksson. Ele e a zaga sueca deram conta de segurar o empate até os 47 minutos, quando a Espanha apostou em sua principal arma: os ataques em velocidade. Capdevilla fez um passe em profundidade, os zagueiros suecos não interceptaram e David Villa marcou seu quarto gol na Euro, fechando o placar. Grécia 0 x 1 Rússia
Algumas derrotas são tão traumáticas para um jogador que representam o fim de sua carreira,
ou pelo menos de sua passagem por determinada equipe. O caso mais notório até hoje talvez tenha sido de Zubizarreta, goleiro da Espanha até a estréia na Copa do Mundo de 1998. Em Nantes, a Espanha jogou contra a Nigéria, no Stade de la Beaujoire. Até os 28 minutos do segundo tempo, a Espanha vencia um duríssimo jogo por 2 x 1. Nesse momento, o nigeriano Lawal cruzou, rasteiro e Zubizarreta, ninguém sabe como, conseguiu colocar a bola para dentro do gol.(Assista ao vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=UXP8FzoCCks) Os nigerianos acabariam aproveitando a insegurança da defesa espanhola e venceram a partida, por 3 x 2. Ao final do jogo, o goleiro decidiu simplesmente abandonar as chuteiras. Um baque para a seleção espanhola, que acabaria eliminada na primeira fase daquele mundial.
ou pelo menos de sua passagem por determinada equipe. O caso mais notório até hoje talvez tenha sido de Zubizarreta, goleiro da Espanha até a estréia na Copa do Mundo de 1998. Em Nantes, a Espanha jogou contra a Nigéria, no Stade de la Beaujoire. Até os 28 minutos do segundo tempo, a Espanha vencia um duríssimo jogo por 2 x 1. Nesse momento, o nigeriano Lawal cruzou, rasteiro e Zubizarreta, ninguém sabe como, conseguiu colocar a bola para dentro do gol.(Assista ao vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=UXP8FzoCCks) Os nigerianos acabariam aproveitando a insegurança da defesa espanhola e venceram a partida, por 3 x 2. Ao final do jogo, o goleiro decidiu simplesmente abandonar as chuteiras. Um baque para a seleção espanhola, que acabaria eliminada na primeira fase daquele mundial.Uma situação parecida, mas um pouco menos grave, ocorreu em dose dupla nesta Euro. Não um, mais dois jogadores gregos decidiram abandonar não a carreira, mas a seleção após a derrota frente a Rússia e a precoce eliminação. Nikopolidis, o goleiro, foi responsável direto pelo único gol do jogo, após uma saída desastrosa, na qual nem ele mesmo entendeu o que queria fazer.
(Assista ao vídeo:http://mysoccermedia.com/?module=detail&video_id=1157&lang_id=). Além dele, o zagueiro Antzas também deixa a seleção. Triste situação para aqueles que têm vivo na memória o time que havia conquistado, brilhantemente, o título da Eurocopa 2004. Adeus, Grécia.

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