domingo, 22 de junho de 2008

TERMINAM AS QUARTAS-DE-FINAL

A velha máxima: "futebol não tem lógica" anda se confirmando na competição. Na teoria, os favoritos a passar às semifinais são os que, na primeira fase, foram os primeiros colocados de cada grupo(lembrando que o primeiro de um grupo enfrenta o segundo colocado do outro). Pois o que se viu foi que, dos quatro jogos das Quartas-de-final, somente um teve como vencedora a seleção que havia terminado na liderança de seu grupo. Segunda surpresa: ao sair o sorteio das chaves da Euro, em dezembro do ano passado, todos apontaram o Grupo C como grupo da morte, e com razão, tinha França, Itália, Holanda e Romênia. Nas Quartas-de-final, contudo, ambos sucumbiram diante dos classificados do Grupo D, que não assustava especiaistas e torcedores. Isso comprova, mais uma vez, que no futebol qualquer previsão não passa de chute, e apesar disso(ou talvez por causa disso) ele é o esporte mais popular do planeta, e dificilmente perderá esse posto um dia.

19 de Junho de 2008 - 20h45 (15h45 Horário de Brasília)
St.Jakob Park - Basiléia(SUI)
Portugal 2 x 3 Alemanha

O jogo de abertura das Quartas-de-final era talvez o mais esperado deles. De um lado, os campeões do Grupo A, com uma rodada de antecedência, que eram uma das apostas mais sólidas para classificar e, sob o comando de Felipão, que após a Euro dirá adeus após cinco anos e meio de trabalho. Seus adversários, os maiores campeões da Euro, com 3 títulos(72, 80 e 96) mas que há duas edições sequer passavam da primeira fase. Vinham de uma vitória magra obre os Austríacos, 1 x 0, um petardo de falta cobrado por Michael Ballack. Pareciam recuperados da derrota para a Croácia, que os colocou em segundo lugar no grupo. O espetáculo foi aumentando de ritmo aos poucos. Deco tentava investidas pelo meio campo nos primeiros 15 minutos, mas quando parecia próximo de quebrar a resistência da zaga, a Alemanha deu o bote. Eram decorridos 22 minutos quando Ballack tabelou rápido pela direita com Podolski, que, inteligente, encontrou Schweinsteiger entrando na área. O cruzamente veio rasteiro, e Schweinsteiger(que havia marcado duas vezes na vitória alemã contra Portugal pela decisão de 3º lugar da Copa-2006, da qual a torcida lusa queria revanche)entrou de carrinho e abriu o placar. 1 x 0, e Portugal sentiu o baque. A Alemanha aproveitou a insegurança da defesa lusitana apenas quatro minutos depois. Schweinsteiger cruzou, na medida, para o famoso cabeceador Klose(que, junto com Oliver Kahn era o medo dos brasileiros antes da final da Copa-2002) aumentar para 2 x 0. Foi nesse momento que Portugal, apesar de abalado, acordou. O time lançou-se ao aaque com ainda mais ímpeto do que antes, exigindo boas defesas de Lehman e desafiando a formação defensiva dos germânicos. A cinco minutos do final do primeiro tempo, a estrela Cristiano Ronaldo surgiu em posição privilegiada e mandou forte, para mais uma defesa de Lehmann, mas a bola sobrou para Nuno Gomes, que devolveu a esperança aos portugueses. 2 x 1 ao final do primeiro tempo. Na volta dos vestiários, Portugal entrou determinado a buscar o empate. Após boas tentativas que quase deram em gol, entretanto, os portugueses foram mais uma vez superados na bola aérea. Com novo cruzamento de Schweinsteiger, Ballack cabeceou e ampliou para 3 x 1, e de nada adiantaram as reclamações dos lusos de que Ballack teria empurrado um zagueiro antes de marcar, fato que as câmeras comprovaram ter acontecido. Eram ainda 16 minutos do segundo, Portugal ainda acreditava, mas a defesa da Alemanha passou a mostrar porque é considerada uma das melhores do planeta. Quando, aos 43 minutos do segundo tempo, a torcida lusitana começava a desanimar, Nani cruzou e Postigaarrematou de cabeça, dando uma última alegria para os fãs presentes ao estádio St.Jakob Park, em Basiléia. O tempo era curto e Portugal não conseguiu o heróico empate. Felipão despedia-se de Portugal com um vice-campeonato(Eurocopa 2004) e uma semifinal de Copa do Mundo(Alemanha-2006). Ficou um gosto amargo pela ausência de um título, mas o fato é que Scolari fez um ótimo trabalho, colocando novamente Portugal como uma seleção grande no cenário mundial. Quanto á Alemana, sempre contestada e coberta de dúvidas, seguia em frente, ainda mantendo vivo o sonho do tetracampeonato em Eurocopas.

20 de Junho de 2008 - 20h45(15h45 horário de Brasília)

Ernst Happel Stadium - Viena(AUT)

Croácia 1(1) x 1(3) Turquia

Há alguns eventos esportivos, que, durante sua realização, parecem fadados a decepcionar o público, e, de repente, acontece algo que os faz entrar para a história. Neste jogo, Turquia e Croácia, o futebol como espetáculo foi durante os 90 minutos prejudicado pela excessiva cautela e esquemas defensivos armados pelos treinadores Terim, da Turquia, e Bilic da Croácia. O jogo prometia ser interessante. Punha,frente a frente, os croatas, campeões do grupo B, à frente da Alemanha, e os segundos do grupo A, os turcos. A Turquia aliás, parecia imortal nesta Eurocopa. Tendo perdido por 2 x 0 para Portugal na estréia, os turcos fariam com a Suíça um jogo de vida ou morte, já que ainda estavam sem pontos. Uma derrota para a Turquia era meio caminho para a cova. E para os Suíços, seria a eliminação antecipada. A Suíça portanto, foi pra cima, fazendo 1 x 0, a Turquia empatou, e aos 47 do segundo tempo, Arda Turam virou. Já era uma façanha e tanto, mas era ainda preciso vencer a República Tcheca para a classificação. Os tchecos abriram 2 x 0 aos 17 do segundo tempo. A Turquia mais uma vez estava moribunda, mas deu umsinal de vida aos 37 do segundo tempo ao diminuir o placar. Aos 44, empatou o jogo. E aos 47, veio a inacreditável virada. Turquia nas Quartas. Seus adversários, os croatas, foram perfeitos. Passaram por cima das desconfianças, derrotaram os anfitriões austríacos na estréia, a poderosa Alemanha na segunda rodada, e a Polônia no fechamento com um time misto, pois já estavam classifcados. Prometiam, croatas e turcos, um show, mas o que se viu foi um futebol muito estudado e pouco ousado, durante todo o tempo normal. Empate sem gols e a primeira prorrogação da Euro2008. O jogo continuou do jeito que estava antes: um leve predomínio da Croácia, que, contudo, não criava chances reais de gol. O goleiro veterano Rustü, que substituía o expulso Demirel, não teve de fato muito trabalho. O jogo parecia arrastar-se em 0 x 0 para os pênaltis quando, já aos 13 minutos do segundo tempo, Modric recuperou uma bola quase na linha de fundo, na entrada da área. Rustü foi atrás dele e o croata aproveitou para cruzar para a pequena área com o gol vazio. Klasnic, que já havia marcado o gol da vitória contra a Polônia, mandou para o gol e fez a festa croata. Já eram 13 do segundo tempo da prorrogação! A classificação parecia na mão da Croácia, e a Turquia provava de seu próprio remédio. Depois de arrancar a vitória bem no finalzinho contra Suíça e República Tcheca, era a vez dos turcos sofrerem o revés nos minutos derradeiros. Mas ainda houve tempo para mais um lance. Um lançamento desesperado para a área, como última esperança. Semih, que não havia jogado contra os tchecos, recebeu a bola e a chance de fazer o impossível. Ele mandou uma bomba no alto, sem chances para Pletikosa, e levou o jogo para os pênaltis. A torcida croata não acreditava no que via. Nem a turca. O momento psicológico era da Turquia, os croatas sentiram o golpe de perder um vitória que parecia inviável, fora conquistada no finalzinho e perdida outra vez. Os turcos, cheios de si, converteram todos os pênaltis que foram bater. O único croata a marcar foi Srna. Modric, Rakitic e Petric erraram, e a Turquia seguia viva, mais uma vez de forma incrível. No duelo entre dois times que no máximo haviam alcançado as Quartas-de-final da Euro, os terceiros colocados da Copa do Mundo98 contra os terceiros da Copa do Mundo2002, os últimos levaram a melhor. Na Euro2000, a Turquia alcançou as Quartas, quando então foi eliminada por Portugal. Agora, os turcos chegam mais longe do que nunca, e querem ir ainda mais longe. O maior problema são os desfalques: nada menos que dez turcos, entre eles peças importantes como Turan, Nihat e Çetim, não poderão jogar, de forma que o treinador cogita até utilizar o terceiro goleiro(Zengin) como zagueiro contra a Alemanha. Problemas não faltam, mas quem ainda duvida da Turquia?

21 de Junho de 2008 - 20h45(15h45 horário de Brasília)

St.Jakob Park - Basiléia(SUI)

Holanda 1 x 3 Rússia(Prorrogação)

Este jogo parecia um daqueles em que, considerando o retrospecto das seleções, podia-se marcar com confiança na vitória dos holandeses. Mas não havia como negar a evolução da Rússia, que, depois de perder por 4 x 1 para a Espanha na estréia, havia ajustado os pontos fracos do time. Embora tenha ganho apertado da Grécia(1 x 0)e graças a uma presepada do goleiro Nikopolidis, a evoluçao russa ficou evidente na última rodada, contra a Suécia. Aos russos,só interessava a vitória, e jogando com raça e determinação, foram amplamente superiores aos suecos, marcando dois gols e perdendo tantos outros. Chegara então a hora do time do técnico Guus Hiddnik medir forças com a seleção do país onde nasceu o treinador dos russos: a fortíssima Holanda. Mantendo a base que jogou a Copa 2006(e que foi eliminada nas Oitavas-de-final por Portugal), a Holanda havia ganho experiência desde então. O time em que brilham Van Persie, Van Nistelrooy, Robben, Sneijder, Van der Vaart, entre outras feras, estava à altura da geração anterior, do final dos anos 90. Esta, que chegou à semifinal da Copa 98, era composta de astos como Davids, Kluivert, Seedorf, Overmars, Maakay, Bergkamp, e o goleiro Van der Sar, o único remanescente, que agora, aos 38 anos, é a principal referência do grupo holandês e um goleiro seguro, que, em 3 jogos(contra França, Itália e Romênia),tomara apenas um gol. O jogo começou de maneira surpreedndente, a Holanda estava sendo acuada pela Rússia em seu campo e defesa. A Rússia era quem tomava a iniciativa, e a Holanda não parecia o mesmo time ousado que goleou França e Itália. No primeiro tempo, o jogo passou-se assim, a Rússia tentando e a Holanda se segurando. No segundo tempo, um minuto depois de uma falta de Arsavin terpassado rente à trave, a Rússia achou o que tinha lhe faltado no primeiro: Semak cruzou da esquerda e Pavlyuchenko fuzilou de pé esquerdo, sem chances para Van der Sar. A holanda passou a correr atrás do prejuízo, mas a defesa russa estava em ótimo dia. Van Basten fez uma aposta arriscada. Geralmente tirava Kuyt no segundo tempo e o substituía por Robben. Ao invés do experiente atacante, Van Basten apostou em Affelay, de 20 anos. O jovem holandês estava disposto, mas parecia afoito e nervoso. Após grande insistência a persistência da Holanda foi recompensada: Sneijder, que era a alma da Holanda na frente, cruzou, e Ruud van Nistelrooy, rápido, antecipou-se e empatou de cabeça. Eam 41 minutos do segundo tempo, que não teve nenhum lance de perigo depois do gol da Laranja. Iriam ter que jogar mais trinta minutos na Basiléia. Quem achou que a Holanda iria crescer depoi do primeiro gol e passar a dominar os Russos, enganou-se. A Rússia voltou melhor, e aos 7 minutos do primeiro da prorrogação, Pavlyuchenko mandou na trave. A zaga holandesa fazia o que podia, mas os Holandeses não estavam conseguindo aricular as jogadas do meio para a frente como antes, e o gol russo parecia mais próximo a cada lance. Passaram os 15 pimeiros minutos, os times trocaram de lado e a batalha continuou, da mesma forma. Aos 4 minutos da etapa derradeira, Torbinski foi derrubado na área, mas o árbitro Ľuboš Michĕl mandou o jogo seguir. Torbinski se vingaria três minutos depois. Mais uma vez apostando nos cruzamentos, Arshavin achou Torbinski entrando pela direita e este completou entra a trave e o goleiro Van der Sar. Sem opção, os holandeses foram para o tudo o nada, mas via-se o desgaste físico a laranja, não parecia o mesmo time de outrora. A Rússia proveitou o momento e passou a investir no contra-ataque para matar o jogo. E assim foi. Arshavin fez jogada rápida, recebeu de Zhirkov na área, ficou à frente d último homem da holanda e tocou para o gol. A leve desviada em Ooijer enganou Van der Sar e fechou o caixão da Holanda, encerrando o sonho de repetir o título da Euro1988, ha vinte anos. A Rúusia ia à forra, pois naquela ocasião, ainda sob o nome de União Soviética, fora derrotada na final pelos fantásticos holandeses, por 2 x 0. Aquele time tinha craques como Rijkaard, Guilit e, principalmente, Marco Van Basten, que agora era derrotado no banco holandês. Há vinte anos, ele foi o herói da conquista dos Laranjas, tendo marcado, na final, um gol que até hoje está na retina do torcedor holandês.VEJA O GOL NO YOUTUBE http://www.youtube.com/watch?v=5j1Z-0ZMM5Q

22 de Junho de 2008 - 20h45(15h45 horário de Brasília)

Ernst-Happel Stadium - Viena(AUT)

Espanha 0(4) x 0(2) Itália

88 anos. Este é o tempo que perdura a Invencibilidade da Itália sobre a Espanha em confrontos oficiais. A última vitória espanhola aconteceu nas Olimpíadas de 1920, em Antuérpia, na Bélgica. Naquela época, o torneio de futebol Olímpico não era restrito aos sub-23, como hoje(não existia a Copa do Mundo, que surgiria dez anos depois, muito menos Eurocopa, que nasceu apenas em 1960) e era a mais importante competição de futebol do planeta. Neste torneio Olímpico, entraram 15 países, sendo 14 europeus(a exceção era o Egito). A Espanha foi eliminada pelos anfitriões Belgas nas Quartas-de-final, por 3 x 1, mesmo placar com o qual a Itália foi derrotada pela França também nas quartas. A Bélgica tirou a Holanda na semifinal, mas a França perdeu para a Tchecoslováquia(naquela época República Tcheca e Eslováquia formavam um só país, que, aliás, foi duas vice-campeão da Copa do Mundo, e numa delas- em 1962, no Chile-, foi derrotada pelo Brasil de Garrincha na final). Voltando às Olimpíadas 1920, passaram a final belgas e tchecoeslovacos. O jogo entrou para a história por ter muito pouco do ideal Olímpico. Entre jogadas violentas e desleais de ambos os lados, a Bélgica vencia por 2 x 0, até que a brutalidade tornou-se insuportável e o juiz expulsou um tcheco(lembrando que os cartões amarelo e vermelho só foram criados em 1970, antes disso as expulsões eram verbais, o que, como se pode imaginar, causava muitos problemas). Com a expulsão, os tchecos indignados simplesmente abandonaram o jogo, entregando de bandeja o ouro para a Bélgica. Mas aí surgiu um problema: para quem iriam a prata e o bronze? A França, derrotada na semi, já havia dispensado seu elenco e abriu mão da disputa. A solução encontrada pela FIFA(Criada 16 anos antes)foi fazer um torneio de consolação entre Espanha, Itália, Suécia e Noruega, para ver quem pegaria a Holanda(eliminada na outra semifinal), num jogo em que iria a prata para o vencedor e o bronze para o perdedor. Neste mini-torneio, os italianos derrotaram a Noruega por 2 x 1. Pelo mesmo placar, a Espanha eliminou a Suécia. Assim, aconteceu o jogo em que, pela última vez até hoje, a Espanha derrotou a Itália. Os Espanhóis, que contavam com o goleiro que por alguns é considerado até hoje o melhor de todos os tempos-Ricardo Zamora(foto)-, venceram por 2 x 0 e credenciaram-se a disputar a prata com a Holanda, a quem acabariam derrotando por 3 x 1. Nada mal ter perdido nas Quartas e voltado para ser vice campeão. Isso dificilmente irá se repetir um dia...

Hoje, em 2008, a Espanha tntava ir à forra contra os italianos, que venceram a fúria nas Quartas-de-final da Copa de 1994, nos EUA, com Roberto Baggio anotando o 2 x 1 aos 43 do segundo tempo(o jogo ainda se arrastaria por mais dez minutos, para agonia dos italianos). A Espanha estava com a Itália engasgada, e a Euro2008 parecia ser a ocasião para colocar tudo em pratos limpos. A Espanha vinha de três vitórias na primeira fase, confirmando sua condição de favorita, e Luís Aragonés parecia ter conseguido apimentar ainda mais o futebol daquele time que vencera as 3 primeiras partidas da fase de grupos na última Copa(4 x 0 na Ucrânia, 3 x 1 na Tunísia e 1 x 0 na Arábia Saudita), mas que nas oitavas, por uma dessas infelicidades, acabaria sendo mandada para casa pelos franceses, e o medo dos Espanhóis era que o fracasso pós-começo arrasador viesse a se repetir. Os talianos, por sua vez, vinham depois de ter tirado um peso das costas. Não que a Itália não esteja acostumada a classificar-se no sufoco(na maioria das vezes é assim), mas quando levaram 3 x 0 da Holanda na estréia certamente houve grande aumento na descrença de suas chances. Pois ali estavam eles, após vencer a França merecidamente por 2 x 0 e contar com a ajudinha dos holaneses, que derrotaram a Romênia pela mesma contagem. O jogo em Viena começou como os especialistas esperavam: a Espanha tomando as ações e a Itália esperando para pegá-los num contra-ataque, posivelmente finalizando com um cruzamento na cabeça de Luca Toni, mais alto do que qualquer zagueiro espanhol. A posse de bola era amplamente espanhola, mas a defesa italiana estava fazendo jus à tradição de intransponível, e Buffon, quando foi exigido, não cometeu erros. Pelo lado espanhol, Casillas também fez boas defesas, em especial uma em que foi pego no contrapé após um chute de Camoranesi(que é argentino naturalizado italiano), e o placar acabou mesmo não sendo alterado. Na prorrogação, a melhor chance foi uma bola batida por Marcos Senna que Buffon deixou escapulir, mas a trave salvou-o. Sem sair gols no tempo normal e na prorrogação, a decisão foi mesmo para os pênaltis, esta eterna fábrica de heróis e vilões. Íker Casillas, o goleiro espanhol, foi o herói, pegando duas cobranças. Buffon defendeu apenas uma, e a Espanha podia comemorar: desde 1984 não passava às semifinais da Euro. Naquela ocasião, chegara até a final quando sucumbiu frente a Espanha de Platini. Agora, com Alemanha, Turquia e Rússia na briga pelo título, os espanhóis podem sonhar: sonhar em vencer a Euro, coisa que fizeram apenas uma vez em 1964. A torcida espanhola acredita, e com razão.

SEMIFINAIS

25/6-Alemanha x Turquia - Basiléia(SUI)

26/6-Espanha x Rússia - Viena(AUT)

Nenhum comentário: