Existe uma organização esportiva chamada NF-Board(Nouvélle Fedération Board), que organiza competições para equipes que não são filiadas à FIFA. Na visão da NF-Board, existe uma geografia esportiva que eventualmente pode ser diferente da geografia política. Assim, nasceu a Idéia de se fazer a VIVA WORLD CUP, uma Copa do mundo com países não-reconhecidos internacionalmente. A primeira edição aconteceu em 2006, na Occitânia, cuja bandeira e localização estão logo abaixo.


Nesta primeira edição da VIVA World Cup, inscreveram-se quatro seleções, mas uma delas, a de Camarões do Sul, desistiu de última hora, de modo que tomaram parte apenas três equipes, todas européias. Eram elas: Occitânia (a dona da casa), Mônaco(o pequeno principado famoso graças ao fato de estar no circuito da Fórmula 1) e a Lapônia, território na escandinávia, encravado entre Suécia e Finlândia (e onde, reza a lenda, vive o Papai Noel durante o ano, preparando os presentes). Depois de enfrentarem-se na primeira fase, a anfitriã Occitânia acabaria eiminada, e passaram para a final Mônaco e Lapônia. O resultado foi,digamos, expressivo: Lapônia 21 x 1 Mônaco. Os Lapões venciam a primeira edição da VIVA World Cup.
VIVA World Cup 2008
Lapônia. Depois de conquistar de forma avassaladora o título de 2006, a equipe ganhou da NF-Board o direito de sediar a edição de 2008. Desta vez, o número de participantes subiu a cinco, sendo três europeus e dois Asiáticos. Os participantes são os seguintes
Lapônia
Tendo vencido a edição anterior e agora sendo a sede, entraram como favoritos. Tem alguns jogadores de relativa fama regional, como Tom Høgli, Magnus Andersen, Matti Eira e Erik Sandvärn, este último jogador do Umeå FC, mesmo time da brasileira Marta. O Mascote oficial da VIVA World Cup 2008 é uma rena, animal-símbolo da Lapônia(lá as renas cumprem os papéis rotineiros dos cavalos, e o Leite de Rena é muito apreciado. Diz-se que tem certas propriedades que nenhum outro leite tem. E as renas ainda são o meio de transporte do Papai Noel!) A Lapônia tem um histórico de jogos que inclui partidas contra Kosovo, Groenlândia, Chipre do Norte e ilhas Aland. Sua Bandeira, localização geográfica, Escudo da seleção e a Rena, mascote oficial, estão a seguir.
Padânia
A itália foi unificada em 1870. Antes disso, era um aglomerado de reinos, povos e culturas diferentes. Politicamente, a Itália é unida, mas os descendentes dos povos continuam, em sua maioria, fiéias às antigas tradições. Ainda escrevem-se jornais nos dialetos de cada povo, exaltam-se as diferenças. Os povos contudo, não tem regiões exclusivamente suas, e sim delimitações de onde habitam. Um dos povos mais marcantes da Itália é a Padânia, com uma grande história de migrações pelo norte da península iálica e viagens pelo mar adriático. A Padânia associou-se à NF-Board. Fez seu primeiro jogo em 1998, contra a Ausônia, um povo ao sul da Itália, e perdeu por 2 x 0. Dez anos depois, marca presença na sua primeira VIVA World Cup, com todos os jogadores de nacionalidade italiana. A maioria joga em clubes da segunda e terceira divisão do Calcio Italiano. Sua maior estrela é Frederico Cossato, que joga do Chievo Verona. A Padânia já jogou contra Savóia, Riviera francesa, Tirol, na Áustria e até o Tibet.
Provença
Os vestibulandos que prestam atenção às aulas de literatura(que provavelmente não são muitos) já devem ter ouvido falar alguma coisa a repeito dos provençais. Puxando a fila das escolas literárias, eles criaram o Trovadorismo, durante a Idade Média, um estilo de escrita feita para cancioneiros. Os provençais constituem um povo muito orgulhoso de sua cultura. Vivem no extremo sudeste da França, em territórios razoavelmente delimitados, mas não possuem nenhum tipo de autonomia política. Antes da VIVA World Cup, a equipe de Provença havia feito apenas dois jogos na sua história. Perdeu por 4 x 0 e depois por 1 x 0 para a Catalunha, ambas no ano de 1921, quando a NF-Board nem sonhava em existir. Agora, associada à federação não-oficial, a equipe Provençal entrou na VIVA World Cup 2008, esperando talvez conseguir a primeira vitória na sua história. Os jogadores são todos franceses, e atuam na equipe Eole Sports.
Curdistão
Este é o povo sem pátria mais em evidência no século XXI. Os curdos andaram chamando a atenção dos jornais e dos livros didáticos de geografia pela sua causa emancipatória. O povo Curdo reivindica um território de 530.000km²(pouco menor que o estado da Bahia) encravado entre Síria, Turquia, Iraque e Jordânia, que, obviamente, não o querem ceder. Isso transforma a região em palco para mais um dos intermináveis conflitos por posse de terra. Mas os curdos, que abrangem uma população de mais de 26 milhões de pessoas(o equivalente à população total da Região Sul do Brasil) têm realmente uma forte identidade como povo, e, reconhecendo isso, a NF-Board convidou o Curdistão Iraquiano a tomar parte na VIVA World Cup 2008. O time fora montado nesse mesmo ano e não havia feito nenhum jogo oficial em sua história até a estréia contra a anfitriã Lapônia, no dia 7 de Julho. Os jogadores jogam em sua maioria em times do iraque, mas alguns atuam em clubes pequenos da Itália, Holanda, Suécia, Dinamarca e Omã. Os Curdos entraram no torneio como totais incógnitas, mas com bastante gente torcendo a seu favor, menos pelo futebol em si do que pela geopolítica que envolve a nação.

Este é o povo sem pátria mais em evidência no século XXI. Os curdos andaram chamando a atenção dos jornais e dos livros didáticos de geografia pela sua causa emancipatória. O povo Curdo reivindica um território de 530.000km²(pouco menor que o estado da Bahia) encravado entre Síria, Turquia, Iraque e Jordânia, que, obviamente, não o querem ceder. Isso transforma a região em palco para mais um dos intermináveis conflitos por posse de terra. Mas os curdos, que abrangem uma população de mais de 26 milhões de pessoas(o equivalente à população total da Região Sul do Brasil) têm realmente uma forte identidade como povo, e, reconhecendo isso, a NF-Board convidou o Curdistão Iraquiano a tomar parte na VIVA World Cup 2008. O time fora montado nesse mesmo ano e não havia feito nenhum jogo oficial em sua história até a estréia contra a anfitriã Lapônia, no dia 7 de Julho. Os jogadores jogam em sua maioria em times do iraque, mas alguns atuam em clubes pequenos da Itália, Holanda, Suécia, Dinamarca e Omã. Os Curdos entraram no torneio como totais incógnitas, mas com bastante gente torcendo a seu favor, menos pelo futebol em si do que pela geopolítica que envolve a nação.

Arameus
O CELIN(Centro de Línguas e Interculturalidade) da UFPR oferece cursos de 20 diferentes idiomas, dentre eles o aramaico. Esta é a língua falada por outro grande povo sem território: os arameus. O povo arameu está espalhado por varias partes do mundo. No Oriente Médio, a maior concentração está na Síria, que é de onde procede todo o time. Os jogadores são sírios de nascimento, embora joguem todos em times da Suécia: ou seja, estarão jogando na Lapôia como se estivessem em casa. A população total dos Arameus gira em torno de 4,5 milhões de pessoas, tendo boa concentração de pessoas, além de Síria e Suécia, na Turquia, Iraque, Jordânia, Líbano, Israel, Alemanha, Holanda, Suíça, Egito, Estados Unidos e Austrália, em uma diápora semelhante à dos Judeus ao longo dos séculos. Assim como o Curdistão, a seleção Aramaica jamis havia entrado em campo antes da VIVA World Cup 2008, que irá dizer se o time é competitivo ou não.













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