Fase eliminatória promete confrontos emocionantes.
Muitos torceodres temiam um milagre do destino. Mas não aconteceu. O Brasil, que persegue obsessivamente o Ouro Olímpico do Futebol, passou pela primeira fase sem sobressaltos. O Grupo no papel era fácil, talvez até fácil demais, o que deixava muitos com a pulga atrás da orelha.
Mas a seleção de Dunga conseguiu focar bem a competição e o Brasil está mais vivo do que nunca na luta pelo inédito título. Depois de uma vitória magra contra a Bélgica na estréia, o Brasil convenceu contra Nova Zelandia e China. O time parece ter acertado o pé, Ronaldinho Gaúcho reencontrou seu futebol, a defesa está mais sólida e o entrosamento cresce a cada jogo.
Para seguir em frente, o principal é seguir o velho conselho de jogar com os pés e evitar o clima de oba-oba antes da hora. Entre o Brasil e a medalha de Ouro ainda restam 3 partidas, que certamente não serão nada fáceis. Mas o sonho está firme e forte.
No caminho do Brasil, há agora sete seleções que podem complicar. Nosso adversário nas Quartas-de-final será a equipe de Camarões, o país que nos eliminou em Sydney-2000, na última participação do futebol brasileiro em Olimpíadas(em 2004 fracassamos já no pré-olímpico). As outras seis seleções se enfrentarão em 3 confronyos que prometem ser eletrizantes.
CONFRONTOS
Argentina x Holanda - Sábado, 16/8(10h*) - Shangai
É deste jogo, que já assusta só pelo nome, que sairá o adversário da seleção brasileira caso nosso time passe por Camarões. A Argentina, que é a atula campeã Olímpica, fechou a primeira fase com 100% de aproveitamento, assim como o Brasil. Na estréia, os Argentinos, que apostam suas maiores fichas no brilho de Messi e Riquelme, suaram para derrotar a Costa do Marfim por 2 x 1, com um tento de Messi. Na segunda rodada, foi também no sufoco que nossos hermanos bateram a Austrália, por 1 x 0, e garantiram vaga nas Quartas-de-final. Na última rodada, com vários reservas, a Argentina derrotou a Sérvia por 2 x 0, fechando em primeiro lugar no grupo. Diante dessa classificação com placares apertados, olhares de desconfiança recaíram sobre o time da Argentina.Mas a Holanda também passou um suador danado. Aliás, maior ainda. Na primeira rodada, eram cotados para vencer os sempre perigosos Nigerianos, que, contrariando a história, fecharam a defesa e pouco incomodaram no ataque, o que resultou em um 0 x 0. Na segunda rodada, os holandeses só penavam na vitória contra os EUA. Uma derrota poderia eliminá-los antecipadamente e um empate deixaria as coisas relativamente complicadas. O astro Ryan Babel fez 1 x 0 no primeiro tempo, dando confiança aos holandeses, mas os EUA viraram para 2 x 1 no segundo tempo, deixando a Holanda em desespero. Até que aos 48 do segundo tempo, Sibon empatou a partida, mantendo a Holanda no páreo. Para classificar, a Holanda tinha que vencer o Japão na última rodada e torcer para que houvesse vencedor entre EUA e Nigéria, assim, ficariam com a segunda posição. A Holanda só respirou aliviada aos 28 do segundo tempo, quando Sibon, de novo, marcou de penalti o único gol da vitória ante o Japão. A Nigéria fez sua parte, vencendo os EUA por 2 x 1, e a laranja classificou.
A história já deu exemplos de times que sofreram para passar e depois arrancaram fulminantes para o título. Entre Argentina e Holanda, um dos dois vai deixar Pequim. Uma pena.
Nigéria x Costa do Marfim - Sábado, 16/8(10h*) - Qinhuangdao
Se por um lado nas últimas Copas do Mundo os países africanos andaram perdendo terreno, fazendo papelões e a maioria sendo eliminada ainda na primeira fase, nas Olimpíadas eles estão mais uma vez fortíssimos. As 3 seleções do continete que foram aos Jogos(Camarões, Costa do Marfim e Nigéria) passaram de fase, tentando levar o Ouro novamente. Das últimas 3 Olimpíadas, duas tiveram uma seleção africana como campeã no futebol.
Assim como a Europa, a África já tem um representante garantido nas semifinais do torneio. Isso
porque a Nigéria, campeã em Atlanta-1996(eliminando o Brasil na semifinal), alcançou uma inesperada liderança no grupo, pegando assim a Costa do Marfim e empurrando a Holanda para enfrentar os argentinos. Os Marfineses bem que lutaram, mas perderam o primeiro jogo para a Argentina. Depois disso, contudo, não deram chance para a Sérvvia e a Austrália, somando 6 pontos e garantindo a segunda vaga. O confronto é uma verdadeira incógnita, já que trata-se de duas grandes potencias do futebol africano em um campo teoricamente neutro, a China. O vencedor deste confronto pegará Itália ou Bélgica nas semifinais.
porque a Nigéria, campeã em Atlanta-1996(eliminando o Brasil na semifinal), alcançou uma inesperada liderança no grupo, pegando assim a Costa do Marfim e empurrando a Holanda para enfrentar os argentinos. Os Marfineses bem que lutaram, mas perderam o primeiro jogo para a Argentina. Depois disso, contudo, não deram chance para a Sérvvia e a Austrália, somando 6 pontos e garantindo a segunda vaga. O confronto é uma verdadeira incógnita, já que trata-se de duas grandes potencias do futebol africano em um campo teoricamente neutro, a China. O vencedor deste confronto pegará Itália ou Bélgica nas semifinais.Os Nigerianos surpreenderam a todos. Empataram com a Holanda na estréia e depois venceram Japão e EUA, ambos por 2 x 1, classificando-se na primeira vaga do grupo. O jogo promete ter a cara do futebol africano, que nos últimos anos parece ter sido um tanto esquecida: passes rápidos, jogadas muito perigosas e extroversão dentro de campo. Enfim, o chamado "futebol alegre".
Brasil x Camarões - Sábado, 16/8(7h*) - Shenyang
Há oito anos, nos jogos de Sydney-2000, o Brasil de Vanderley Luxemburgo caía nas Quartas-de-final diante de Camarões. Ronaldinho Gaúcho, que é o astro maior da seleção brasileira atual, tem bem vivo na memória esse episódio.
A equipe africana vencia por 1 x 0, quando, aos 45 do segundo tempo, o craque, que na época ainda era um garoto de 20 anos, carequinha e destaque do Gremio, empatou o jogo com uma magistral cobrança de falta, levando o jogo para a progogação, que na época aplicava o "Golden Goal"(assim que um time marca gol, o jogo acaba)Ao fim do tempo normal, a equipe de Camarões já tinha um jogador a menos devido a uma expulsão. Quando, já na prorrogação, o camarones Aaron Nguimbat deu uma entrada dura em Alex e também foi mais cedo para o chuveiro, nem o mais pessimista braileiro acreditava na possibilidade de derrota, com dois a mais em campo.
Mas aconteceu. O gol de ouro de Mbami, aos 8 do segundo tempo da prorrogação, abriu uma ferida que ainda não cicatrizou. Neste Sábado, 7h da manhã de Brasília, chegou a hora de acertar as contas com o passado. O Brasil vai novamente ficara cara-a-cara com os leões indomáveis.
Nossa campanha foi empolgante. Depois de uma estréia vacilante, 1 x 0 na Bélgica, o Brasil aplicou 5 x 0 na Nova Zelandia, com destaque para Pato e Ronaldinho Gaúcho, e bateu a China por 3 x 0, jogo no qual brilhou Tiago Neves.
Camarões, por sua vez, empatou sofrido com os pouco cotados coreanos, derrotou a fraca seleção de Honduras por 1 x 0 e ganrantiu a vaga ao empatar com a Itália em 0 x 0, em um jogo tão ruim e monótono que arrancou vaias do público de 47.000 pessoas que compareceram em Tianjin.
A lógica aponta para uma vitória do Brasil. Mas o passado mostra, e muito bem, que tudo pode acontcer.
Itália x Bélgica - Sábado,16/8(7h*) - Pequim
Este jogo é o único das Quartas-de-final que vai acontecer na cidade onde efetivamente estão sendo disputadas as Olimpíadas. Diante da necessidade de vários estádios de futebol, a organização fica obrigada a transferir jogos para outras cidades, algumas menos favorecidas do que Pequim no quesito "esforço para despoluição". Em Shenyang, por exemplo, uma névoa de poluentes é permanentemente visível sobrevoando a cidade.
Mas Itália e Bélgica jogarão no estádio dos trabalhadores, em Pequim, próximos ao núcleo de competições da Olimpíada. A favorita é a Itália, que montou um ótimo time de sub-23, mas a imagem dos italianos ficou manchada depois do empate em 0 x 0 com Camarões na última rodada da primeira fase, onde os times passaram boa parte do segundo tempo tocando bola de um lado para o outro e deixando o tempo passar, para assegurar o resultado que os garantia nas Quartas-de-final.
Antes deste papelão, a campanha da Itália havia sido ótima, com duas vitórias convincentes sobre Honduras e Coréia do Sul, ambas pelo placar de 3 x 0. Os italianos apóiam-se em um jovem astro chamado Sebastaian Giovinco, de 21 anos, e em um sólido sistema defensivo, larga tradição italiana.A Bélgica foi derrotada pelo Brasil por 1 x 0 na estréia, mas depois disso acertou os ponteiros e derrotou China e Nova Zelandia, como já era de se esperar, e garantiu-se nas Quartas. A Bélgica, assim como o Brasil, andou sofrendo com problemas para segurar o elenco ante os pedidos dos clubes em que os jogadores atuam para que retornem. O Brasil teve que rebolar para segurar Diego, a Argentina quase perdeu Messi e a Bélgica cedeu dois jogadores. Por sorte, seguro seu maior craque, o jovem Mirallas.
*-Jogos no Horário de Brasília
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