Área- 621.81 km²
População- 8.653.000 (Região Metropolitana- 12.790.000 /
Megalópole- 35.000.000)Fuso horário em relação a Brasília- +12h
Altitude- 0m (embora a cidade possua áreas mais elevadas)
Temperatura média à época das Olimpíadas- Máxima- 30,8ºC Mínima- 24,6ºC
Pluviosidade à época das Olimpíadas- 155.1mm (baixa)
Média de dias chuvosos à época das Olimpíadas- 9
Nota na primeira vistoria- 8.3
Data da última vistoria do COI – 14 a 20 de abril de 2009
Data pretendida para as Olimpíadas 2016 – 29 de julho a 14 de agosto
Olimpíadas já sediadas – 1964
Lema – Uniting our worlds (unindo nossos mundos)
Introdução
Caso a escolha do COI aponte Tóquio como cidade-sede, não será a primeira vez em que a capital japonesa sediará os jogos. Em 1964, a
cidade recebeu as Olimpíadas disposta a apresentar ao mundo um novo Japão que emergia após a Segunda Guerra Mundial. Os Jogos serviram, naquela ocasião, para mostrar ao planeta uma nação reconstruída, industrializada e uma futura potência capitalista. Mais importante do que isso, contudo, foi a imagem que as Olimpíadas levaram ao povo japonês. Para desconstruir o mito de que o país era habitado por gente cruel e traiçoeira, a recomendação às pessoas era sorrir sempre. As Olimpíadas, em geral, foram um sucesso, gastou-se muito e quase tudo ocorreu como o esperado. Agora, o Japão quer sediar novamente os Jogos, treze edições e 52 anos depois.O país tem experiência em Olimpíadas. Além dos Jogos de 1964, o Japão já sediou duas Olimpíadas de Inverno, em Sapporo-1972 e Nagano-1998, as duas únicas vezes em que os Jogos de Inverno foram disputados na Ásia.
Candidatura para 2016
Embora não tivesse passado por uma disputa interna tão forte quanto Chicago para ser a representante de seu país, Tóquio não era a única interessada. Mas o Comitê Olímpico Japonês indicou a capital sem uma grande disputa, apesar do interesse de Nagoya, Fukoka e Sapporo em sediar as Olimpíadas.
- O comitê planeja promover praças esportivas de rua durante os Jogos, uma atração para os turistas.
- Alguns dos locais de competição utilizados para 2016 serão os mesmos já utilizados nos Jogos de 1964, mas que obviamente passarão por reformas.
- A cidade pretende instalar um acampamento para 600 jovens durante o período das Olimpíadas.
- Apenas a prefeitura metropolitana de Tóquio liberou uma verba de 3.7 bilhões para a realização dos Jogos.
- Se a economia dos EUA é a maior do mundo, a do Japão é a segunda maior, e Tóquio é um dos centros do mercado financeiro mundial.
- Nem todos os habitantes de Tóquio desejam ver a cidade receber as Olimpíadas. O índice de aprovação dos cidadãos aos Jogos é de apenas 56%, o mais baixo entre as quatro finalistas. Entre todos os Japoneses, 55% esperam que Tóquio sedie a Olimpíada.
- A primeira responsável pela organização dos Jogos será a Prefeitura Metropolitana de Tóquio (a chamada “Grande Tóquio”). Depois dela, está o Governo Japonês, o Comitê Olímpico Japonês e o Comitê Olímpico Internacional.
- Em caso de escolha, uma das medidas ambientais que Tóquio se comprometeu a tomar é a de plantar 1.000 hectares de área verde na área que receberá os Jogos.
- Uma preocupação extra para Tóquio: terremotos. O país já sofreu muito com abalos sísmicos no passado, razão pela qual Tóquio não pôde deixar de se comprometer a construir os locais de competição com resistência a terremotos, algo que eles já fazem. Mas ninguém espera a ocorrência de um terremoto durante as Olimpíadas.

- Tóquio apresenta incidência de fortes ventos na maioria das tardes de verão, mas as federações internacionais dos esportes influenciáveis pelo vento (caiaque, remo, tiro com arco, iatismo, tiro e tênis) aprovaram os projetos da capital japonesa para estas sedes.
- O orçamento previsto para os Jogos em Tóquio é de US$ 2.86 bilhões, não estando incluídos neste valor os gastos com a infra-estrutura urbana da capital. O COI e seus parceiros se comprometem a arcar com 35% destes custos. Os parceiros exclusivamente japoneses, por sua vez, assumirão 25% da conta, enquanto as vendas de ingressos e publicidades relacionadas aos Jogos devem representar 29% das receitas. Quanto ao resto dos gastos, Tóquio precisará buscar alternativas com a iniciativa privada durante o período de sete anos que antecederá as Olimpíadas.
- Assim como Chicago, Tóquio garante que 50% da carga total de ingressos irão custar menos de 50 dólares. Ao todo, 8.6 milhões de ingressos serão colocados a venda, sendo que crianças menores de 12 anos pagarão meia-entrada.
- Enquanto as receitas com ingressos para os Jogos Olímpicos estão previstas em US$ 719 milhões, os Jogos Paraolímpicos deverão deixar de lucro apenas US$ 25 milhões com a venda de entradas.
- Tóquio sediará os Jogos em 28 locais de competição (34 se forem incluídos os estádios de futebol adicionais). Destes, 15 já estão praticamente prontos para sediar os Jogos, precisariam apenas de pequenas adaptações. Duas existem, mas precisam de reformas amplas. A cidade precisará, então, construir 17 locais de competição do zero, sendo que estes só sairão do papel se Tóquio for contemplada com a escolha. Destas dezessete, dez ficarão como legado permanente ao povo japonês, enquanto sete serão removidas após os Jogos.
- A previsão é de que todas as obras permanentes (portanto, mais complexas) estarão prontas até maio de 2015, enquanto as temporárias estão com conclusão prevista para abril de 2016.

- O Estádio Olímpico de Tóquio será remodelado. A arena foi construída em 1958, visando as Olimpíadas de 1964 (embora Tóquio só tivesse sido escolhida no ano seguinte, o Estádio seria construído de qualquer maneira), e já recebeu importantes eventos internacionais desde então. A capacidade, que atualmente é de 60.000 espectadores, será elevada para 100.000 se Tóquio for contemplada, mas após os Jogos será compactada para 80.000.
- Vila Olímpica: A área na qual Tóquio pretende construir a moradia dos atletas durante os Jogos é de 31 hectares. Dentro da Vila, o plano é construir, entre outras obras, uma piscina Olímpica e uma pista de 1 km de extensão para corrida. A Vila Olímpica terá 17000 camas, o refeitório principal terá 5000 lugares.
As preocupações do COI quanto à Vila foram as seguintes: a área para a construção não é considerada ideal e o terreno está muito próximo de um grande, movimentado e barulhento mercado de peixes.
- O Doping não é considerado crime no Japão, assim, os atletas que eventualmente sejam flagrados em exame estarão sujeitos apenas às sanções do COI.
- A previsão é que 45.000 leitos de hotel estejam a disposição do público na área principal dos Jogos, e em um raio de 150 km do Estádio Olímpico haverá 137.000. Os preços dos quartos devem variar de 77 dólares a US$ 4.117, mas o preço médio dos leitos gira em torno de 390 dólares.

- Tóquio terá à sua disposição dois aeroportos de grande porte. O Narita (localizado a 45 minutos da Vila Olímpica) e o Haneda (a apenas 15 minutos, mas que no entanto é menor).
- Os transportes por terra deverão ser essencialmente ferroviários (graças ao famoso Shinkansen, ou trem-bala, a malha ferroviária japonesa é capaz de transportar 24 milhões de passageiros por dia, número considerado suficiente pelo COI) e rodoviário, que é no momento capaz de transportar 8 milhões de pessoas por dia, mas deverá receber, em caso de escolha, um investimento de US$ 10.5 bilhões. Não há e não haverá estacionamento no Estádio Olímpico de Tóquio e em nenhum outro local de competição: o transporte público se comprometeu a dar conta de todas as pessoas durante os Jogos. O objetivo da medida é reduzir o volume do trânsito em 30%.
- Tóquio promete providenciar transmissões de rádio de uma rede Wi-Fi completa em custos para todos.
- O governo japonês exigirá uma quarentena de dez dias para a entrada de cavalos estrangeiros no país, por conta da competição de hipismo.
- Os Jogos Paraolímpicos serão sediados de 30 de agosto a 11 de setembro. O orçamento especial para as Paraolimpíadas é de US$ 126 milhões.
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