Olimpíadas de Inverno 2010 As Olimpíadas de Inverno 2010 serão disputadas em Vancouver, Canadá, do dia 12 ao dia 28 de fevereiro, na XXI edição dos Jogos.
Haverá a participação de mais de 80 países (entre eles o Brasil, que participa dos Jogos de Inverno pela sexta vez), concorrendo em oito esportes para um total de 86 medalhas de ouro.
Vancouver, cuja região metropolitana chega a 2.3 milhões de habitantes, será a maior cidade da história a receber uma Olimpíada de Inverno até hoje. No passado, a maioria dos Jogos de Inverno aconteciam em pequenos vilarejos montanhosos. Em 2006, a cidade italiana de Torino, com 900 mil pessoas, havia batido o recorde, que agora é novamente superado.
No Brasil, a transmissão em TV aberta foi adquirida pela Record, a de TV a cabo pela SporTV e a transmissão de Internet pelo Terra.A partir de hoje, aqui no blog, apresentações sobre os oito esportes que farão parte dos Jogos, até o dia da abertura.
Esqui
O Esqui é o esporte de inverno que mais restringe a participação de países tropicais ou sem montanhas, já que é o único que exige necessariamente a existência de neve e declives naturais.
Ainda assim, é talvez o mais popular
entre todos, e está presente desde a primeira edição das Olimpíadas, no vilarejo montanhoso de Chamonix, França, 1924. Ao todo, haverá seis modalidades de esqui, o que totalizará 38 provas valendo medalhas.
As modalidades são as seguintes: Esqui Alpino (10 provas), Salto de esqui (3 provas), Esqui cross-country (10 provas), Esqui estilo livre (6 provas, duas delas inéditas), Combinado Nórdico (3 provas) e Snowboard (6 provas, e sim, o snowboard é considerado uma modalidade de esqui).
Os países dominantes no esqui, na história, são tradicionalmente europeus, com alguma intromissão dos EUA e do Canadá, e mais raramente, do Japão. Austrália e Nova Zelândia também buscam abrir caminho, e os demais países são ainda incipientes. Esqui foi o único esporte no qual o Brasil se aventurou em sua estreia em Jogos Olímpicos, em Albertville, França, 1992.
Esqui Alpino
Esta modalidade de Esqui consiste, basicamente, de descidas na montanha sobre esquis, e há dez provas valendo medalha (cinco masculinas e cinco femininas), no total. Em todas elas, o esquiador desce individualmente e vence aquele que obtiver o menor tempo.
O Esqui alpino é disputado desde as Olimpíadas de Inverno de 1936, nas vilas Alemãs (na época, nazista) de Garmisch-Partekirchen. De 1948 a 1980, as provas olímpicas de esqui alpino valiam também como Campeonato Mundial, mas depois os eventos foram separados.
Na história, os três maiores países do Esqui Alpino são europeus: Áustria,
Suíça e França, seguidos então dos Estados Unidos. A Áustria, com 30 ouros, é a maior potência, e segue dominando a modalidade. Nos Jogos de Turim, em 2006, os austríacos foram os mais premiados, tendo levado quatro ouros para casa.
Os esquis para as provas alpinas medem cerca de 160 cm, mas há ligeiras variações de acordo com a prova, o tamanho do atleta e a categoria em que se encontra.
As provas de Esqui Alpino são as seguintes: Downhill, Slalom, Slalom Gigante, Super G e Combinado.
Downhill
O Downhill é a mais longa e também a mais rápida entre as provas alpinas. É caracterizada por cursos íngremes e de curvas fechadas, com passagem por portais largos, com duração que varia entre 1m30s e 2m30s. O vídeo abaixo mostra o vencedor da última Olimpíada, o francês Antonie Deneriaz, em sua performance.
O Esqui é o esporte de inverno que mais restringe a participação de países tropicais ou sem montanhas, já que é o único que exige necessariamente a existência de neve e declives naturais.
Ainda assim, é talvez o mais popular
entre todos, e está presente desde a primeira edição das Olimpíadas, no vilarejo montanhoso de Chamonix, França, 1924. Ao todo, haverá seis modalidades de esqui, o que totalizará 38 provas valendo medalhas.As modalidades são as seguintes: Esqui Alpino (10 provas), Salto de esqui (3 provas), Esqui cross-country (10 provas), Esqui estilo livre (6 provas, duas delas inéditas), Combinado Nórdico (3 provas) e Snowboard (6 provas, e sim, o snowboard é considerado uma modalidade de esqui).
Os países dominantes no esqui, na história, são tradicionalmente europeus, com alguma intromissão dos EUA e do Canadá, e mais raramente, do Japão. Austrália e Nova Zelândia também buscam abrir caminho, e os demais países são ainda incipientes. Esqui foi o único esporte no qual o Brasil se aventurou em sua estreia em Jogos Olímpicos, em Albertville, França, 1992.

Esqui Alpino
Esta modalidade de Esqui consiste, basicamente, de descidas na montanha sobre esquis, e há dez provas valendo medalha (cinco masculinas e cinco femininas), no total. Em todas elas, o esquiador desce individualmente e vence aquele que obtiver o menor tempo.
O Esqui alpino é disputado desde as Olimpíadas de Inverno de 1936, nas vilas Alemãs (na época, nazista) de Garmisch-Partekirchen. De 1948 a 1980, as provas olímpicas de esqui alpino valiam também como Campeonato Mundial, mas depois os eventos foram separados.
Na história, os três maiores países do Esqui Alpino são europeus: Áustria,
Suíça e França, seguidos então dos Estados Unidos. A Áustria, com 30 ouros, é a maior potência, e segue dominando a modalidade. Nos Jogos de Turim, em 2006, os austríacos foram os mais premiados, tendo levado quatro ouros para casa.Os esquis para as provas alpinas medem cerca de 160 cm, mas há ligeiras variações de acordo com a prova, o tamanho do atleta e a categoria em que se encontra.
As provas de Esqui Alpino são as seguintes: Downhill, Slalom, Slalom Gigante, Super G e Combinado.
Downhill
O Downhill é a mais longa e também a mais rápida entre as provas alpinas. É caracterizada por cursos íngremes e de curvas fechadas, com passagem por portais largos, com duração que varia entre 1m30s e 2m30s. O vídeo abaixo mostra o vencedor da última Olimpíada, o francês Antonie Deneriaz, em sua performance.
No curso do Downhill, encontram-se geralmente também alguns saltos, o esquiador perde o contato com o solo.
Em alguns circuitos, a velocidade do esquiador pode chegar a 150 km/h. Obviamente, isto traz consigo um inevitável risco de acidentes, muitos ossos já foram quebrados em acidentes e há mortes registradas em competições de grande porte. O vídeo abaixo mostra uma queda recente em Olimpíadas, na edição de Nagano.
Em alguns circuitos, a velocidade do esquiador pode chegar a 150 km/h. Obviamente, isto traz consigo um inevitável risco de acidentes, muitos ossos já foram quebrados em acidentes e há mortes registradas em competições de grande porte. O vídeo abaixo mostra uma queda recente em Olimpíadas, na edição de Nagano.
O risco de acidentes às vezes está relacionado à má organização, como neste caso em que a atual campeã olímpica, Michaela Dorfmeister da Áustria, quase atropelou um funcionário da prova que passou pelo meio da pista durante a corrida.
Apesar disso (ou talvez justamente por isso) o downhill é também a prova mais popular. Disputada por ambos os sexos desde os Jogos de 1948, já proporcionou grandes momentos. A Áustria é a maior vencedora da história Olímpica, com 6 ouros no masculino e 5 no feminino.
Slalom
A palavra Slalom tem hoje várias aplicações, que em geral definem um ziguezague de qualquer natureza (como na canoagem e no exame para motos na auto-escola). Mas a origem da palavra é de um antigo dialeto norueguês: “slalåm”, que significa “Pista ligeira de esqui”.
A prova do slalom é a que exige as curvas mais fechadas e frequentes, o que contribui para ser a menos rápida. Ao contrário das demais provas, que possuem pórticos largos para passagens, o slalom possui apenas varas pelas quais o esquiador deve passar. Um exemplo de curso está nesta corrida da atual campeã olímpica, Anja Paerson da Suécia, em uma etapa da Copa do Mundo.
Uma descida tem entre 55 e 75 pórticos para os homens e entre 40 e 60 para mulheres. O tempo de descida fica entre 2m30s e 4 minutos. Abaixo, a corrida que garantiu a medalha de prata ao Americano Bode Miller no combinado das Olimpíadas 2002, em Salt Lake City.
Nas últimas Olimpíadas, a Áustria levou ouro, prata e bronze no masculino, mas este arrastão foi impedido no feminino pela vitória da sueca Anja Paerson, que estará em Vancouver.
Giant Slalom
Como o nome sugere, é uma versão aumentada do Slalom. A distância entre cada pórtico é maior do que a do Slalom (embora seja menor do que a do Super Giant, como veremos a seguir), o que permite uma maior velocidade. Embora seja mais rápida que o slalom, é também considerada uma prova mais técnica do que veloz, já que exige grande controle e curvas fechadas.
Um curso possui entre 56 e 70 pórticos para os homens e entre 46 e 58 para mulheres. Embora o risco de acidentes não seja tão reduzido quanto o do slalom, a velocidade ainda baixa compara ao downhill o torna menos arriscado. Ainda assim, acontecem acidentes. Neste vídeo, o americano Bode Miller atropela um pórtico e recupera incrivelmente o equilíbrio.
O Austríaco Benjamin Raich é o atual campeão Olímpico desta prova, assim como do slalom, e é visto aqui na corrida que lhe rendeu o ouro.
Slalom
A palavra Slalom tem hoje várias aplicações, que em geral definem um ziguezague de qualquer natureza (como na canoagem e no exame para motos na auto-escola). Mas a origem da palavra é de um antigo dialeto norueguês: “slalåm”, que significa “Pista ligeira de esqui”.
A prova do slalom é a que exige as curvas mais fechadas e frequentes, o que contribui para ser a menos rápida. Ao contrário das demais provas, que possuem pórticos largos para passagens, o slalom possui apenas varas pelas quais o esquiador deve passar. Um exemplo de curso está nesta corrida da atual campeã olímpica, Anja Paerson da Suécia, em uma etapa da Copa do Mundo.
Uma descida tem entre 55 e 75 pórticos para os homens e entre 40 e 60 para mulheres. O tempo de descida fica entre 2m30s e 4 minutos. Abaixo, a corrida que garantiu a medalha de prata ao Americano Bode Miller no combinado das Olimpíadas 2002, em Salt Lake City.
Nas últimas Olimpíadas, a Áustria levou ouro, prata e bronze no masculino, mas este arrastão foi impedido no feminino pela vitória da sueca Anja Paerson, que estará em Vancouver.
Giant Slalom
Como o nome sugere, é uma versão aumentada do Slalom. A distância entre cada pórtico é maior do que a do Slalom (embora seja menor do que a do Super Giant, como veremos a seguir), o que permite uma maior velocidade. Embora seja mais rápida que o slalom, é também considerada uma prova mais técnica do que veloz, já que exige grande controle e curvas fechadas.
Um curso possui entre 56 e 70 pórticos para os homens e entre 46 e 58 para mulheres. Embora o risco de acidentes não seja tão reduzido quanto o do slalom, a velocidade ainda baixa compara ao downhill o torna menos arriscado. Ainda assim, acontecem acidentes. Neste vídeo, o americano Bode Miller atropela um pórtico e recupera incrivelmente o equilíbrio.
O Austríaco Benjamin Raich é o atual campeão Olímpico desta prova, assim como do slalom, e é visto aqui na corrida que lhe rendeu o ouro.
No feminino, quem defenderá o título é a bela Julia Mancuso, dos EUA.
Super G
Uma abreviação de Super Giant Slalom, a prova também é explicada pelo seu nome: é um slalom ainda maior. Isso significa maior distância entre cada pórtico (o que incrementa a velocidade), menos pórticos no total (cerca de 35 para homens e 30 para mulheres), mas a prova não permite velocidade máxima por todo o percurso, como é o downhill.
O esqui para a prova também é maior, mede cerca de 2 metros de comprimento. Os esquiadores chegam a atingir 100 km/h e há saltos em alguns cursos.
Esta foi a última prova de Esqui Alpino a estrear em Olimpíadas, na edição de Calgary 1988. As primeiras competições internacionais de Super G apareceram somente em 1982, qando todas as outras provas de esqui alpino já estavam nos Jogos.
Combinado
Nas Olimpíadas, é uma somatória do tempo de três corridas: duas de slalom e uma de downhill. Nas duas primeiras Olimpíadas em que houve esqui alpino (36-Garmisch e 48-St. Moritz), houve a prova. Ela então passou 40 anos fora dos jogos e voltou em Calgary-88, e completará em Vancouver sua sétima realização consecutiva. Nas últimas duas olimpíadas, a vencedora foi Janica Kostelic, da Croácia, a maior vencedora da história de seu país.
Super G
Uma abreviação de Super Giant Slalom, a prova também é explicada pelo seu nome: é um slalom ainda maior. Isso significa maior distância entre cada pórtico (o que incrementa a velocidade), menos pórticos no total (cerca de 35 para homens e 30 para mulheres), mas a prova não permite velocidade máxima por todo o percurso, como é o downhill.
O esqui para a prova também é maior, mede cerca de 2 metros de comprimento. Os esquiadores chegam a atingir 100 km/h e há saltos em alguns cursos.
Esta foi a última prova de Esqui Alpino a estrear em Olimpíadas, na edição de Calgary 1988. As primeiras competições internacionais de Super G apareceram somente em 1982, qando todas as outras provas de esqui alpino já estavam nos Jogos.
Combinado
Nas Olimpíadas, é uma somatória do tempo de três corridas: duas de slalom e uma de downhill. Nas duas primeiras Olimpíadas em que houve esqui alpino (36-Garmisch e 48-St. Moritz), houve a prova. Ela então passou 40 anos fora dos jogos e voltou em Calgary-88, e completará em Vancouver sua sétima realização consecutiva. Nas últimas duas olimpíadas, a vencedora foi Janica Kostelic, da Croácia, a maior vencedora da história de seu país.
Rafael Neves
Um comentário:
Parabéns pela matéria Neves-kun,ficou extensa,super detalhada muito conteúdo para qualquer leigo ficar entendido no assunto hehehe.
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