Durante os últimos vinte anos, nosso futebol transformou-se em uma indústria exportadora. Até a década de 80, era raro ver um atleta já consagrado no Brasil buscando o sucesso em um time estrangeiro. Os salários que ganhavam,
embora hoje não impressionem, eram verdadeiras fábulas para a época, e a maioria optava por ficar em solo nacional.
Os que passaram a sair ao exterior, nos anos 90, acabavam voltando, mas apenas no final de suas carreiras, quando o retorno era pouco mais que uma despedida. Então, depois de quase dez anos do século XXI, os craques agora chegam ao Brasil com um bom pedaço de carreira pela frente, ainda em atividade na seleção e prontos para uma temporada inteira.
Pode parecer que o motivo desta volta está apenas no baixo rendimento deles lá fora. A origem disso, no entanto, está em uma necessidade. Os principais clubes brasileiros precisam de capital, e como a renda da bilheteria e os anúncios na camiseta são insuficientes, a volta dos astros é nova alternativa.
Para trazer Ronaldo e Roberto Carlos, o Corinthians fechou uma parceria de R$ 38 milhões com a Hypermarcas, que será estampada na camiseta do Timão. Em outro acordo, o Flamengo recebeu R$ 22
milhões da Brasil Foods, o que permitiu a contratação de Vágner Love para juntar-se ao já “resgatado” Adriano.
Estas medidas são uma saída sustentável que os clubes encontraram para seguir crescendo e não perder espaço para os pequenos e organizados times-empresa, que apresentam resultados a despeito da falta de torcida e identificação com o público. Serve para combater a crise econômica que atingiu o futebol e chegou a registrar dívidas astronômicas, fruto de más administrações e de contratações caríssimas sem o apoio destas empresas gigantes. Embora tomem várias atitudes não sustentáveis, estas companhias estão contribuindo para redesenhar o mercado esportivo. Os efeitos dessa transformação, contudo, só o tempo poderá avaliar.
embora hoje não impressionem, eram verdadeiras fábulas para a época, e a maioria optava por ficar em solo nacional.Os que passaram a sair ao exterior, nos anos 90, acabavam voltando, mas apenas no final de suas carreiras, quando o retorno era pouco mais que uma despedida. Então, depois de quase dez anos do século XXI, os craques agora chegam ao Brasil com um bom pedaço de carreira pela frente, ainda em atividade na seleção e prontos para uma temporada inteira.
Pode parecer que o motivo desta volta está apenas no baixo rendimento deles lá fora. A origem disso, no entanto, está em uma necessidade. Os principais clubes brasileiros precisam de capital, e como a renda da bilheteria e os anúncios na camiseta são insuficientes, a volta dos astros é nova alternativa.
Para trazer Ronaldo e Roberto Carlos, o Corinthians fechou uma parceria de R$ 38 milhões com a Hypermarcas, que será estampada na camiseta do Timão. Em outro acordo, o Flamengo recebeu R$ 22
milhões da Brasil Foods, o que permitiu a contratação de Vágner Love para juntar-se ao já “resgatado” Adriano.Estas medidas são uma saída sustentável que os clubes encontraram para seguir crescendo e não perder espaço para os pequenos e organizados times-empresa, que apresentam resultados a despeito da falta de torcida e identificação com o público. Serve para combater a crise econômica que atingiu o futebol e chegou a registrar dívidas astronômicas, fruto de más administrações e de contratações caríssimas sem o apoio destas empresas gigantes. Embora tomem várias atitudes não sustentáveis, estas companhias estão contribuindo para redesenhar o mercado esportivo. Os efeitos dessa transformação, contudo, só o tempo poderá avaliar.
Rafael Neves
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