domingo, 30 de janeiro de 2011

Retrospectiva Janeiro/2011

O que aconteceu de principal no esporte em janeiro:

10 - Atletismo Paraolímpico
O Brasil está ficando especialista em Esporte Paraolímpico. Quer adivinhar em que posição nós ficamos no quadro de medalhas do Mundial de Atletismo da categoria em 2011? Terceiro lugar. 12 medalhas de Ouro, dez de prata e oito de bronze nos colocaram artás apenas da China e da Rússia no geral. As Paraolimpíadas de Londres, em 2012, prometem lançar o Brasil como uma potência no esporte para pessoas com necessidades especiais.

9- Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho retornam, Washington se despede
Depois de muitos gols, belas atuações, momentos marcantes e algumas chances perdidas na Seleção Brasileira, Washington se despede do futebol por precaução, devido a velhos problemas cardíacos. Os torcedores de Ponte Preta, Atlético-PR, São Paulo e Fluminense, principalmente, hão sempre de lembrar-se dele com saudades.
Não faltou novela, alimentada diariamente pelos telejornais, na contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo. Rivaldo, por outro lado, chegou sem o mesmo alarde ao São Paulo. O maior papel deles parece já ter sido cumprido: chamar a atenção da mídia e atrair algum numerário em marketing. Será que dentro de campo eles serão úteis?
8 - Copa São Paulo de Juniores

O Flamengo recuperou sua famosa "vocação para revelar novos craques" e venceu a Copinha com autoridade. Na trilha da segunda fase, passou por cima de Cruzeiro, São Paulo, Coxa, Desportivo Brasil e Bahia. Destaque para times como Desportivo Brasil (que eliminou o poderoso Corinthians), PAEC e Olé Brasil, que nem existem nos profissionais mas estão começando a funcionar como celeiro. 2011, ao menos por enquanto, está perfeito para o Mengão.

7 - Mundial de Handebol

Há cerca de uma década, o Brasil tem entrado em competições de Handebol com alguma chance de se dar bem. Mas esse Mundial de 2011 parece ter marcado um retrocesso. Perdemos todas as partidas da 1a fase (incluindo Japão e Áustria, contra quem se esperava que jogássemos de igual para igual). O alento é que evoluímos ao longo da competição: os dois últimos jogos foram perdidos por muito pouco, e nas disputas pelos lugares, derrotamos Bahrein e Chile. Com isso, acabamos em 21o lugar entre 24 concorrentes. A Argentina, por outro lado, surpreendeu e foi à segunda fase. Teremos o Pan, em Outubro, para dar o troco nos vizinhos.

6 - Copa da Ásia
Depois da Copa do Mundo de 2006, a Austrália passou a fazer parte da Ásia, futebolisticamente falando. Na sua primeira tentativa de ganhar a Copa da Ásia, em 2007, foram eliminados pelo Japão nas quartas-de-final. Desta vez, no Qatar (sede da Copa 2022), tiveram mais sorte: avançaram até a decisão, mas lá estavam novamente os japoneses. Um golaço de voleio de Lee (que tem raízes coreanas), na prorrogação, deu o tetracampeonato à Terra do Sol Nascente. O pitoresco é que o Japão pode ser o primeiro país na história a ganhar dois torneios continentais diferentes! Como? A Conmebol convidou os nipônicos para a Copa América de 2011, em julho. O que o mundo dirá de Brasil e Argentina (a dona da casa) se eles vencerem por aqui também?

5 - Unilever/Rio domina 1o turno da Superliga

A Unilever, do Rio de Janeiro, tem uma campanha invicta até agora. Aproveitamento notável: cinco jogos, cinco vitórias. No final do mês, derrotaram o Osasco, concorrente direto, por três sets a um. Turbinada com estrelas como Mari, Sheilla, Fabí e Valeskinha, a equipe conta ainda com Bernardinho na beira da quadra. O time tem empolgado os 12000 torcedores que comparecem ao Maracanãzinho a cada jogo. A Superliga vai até o dia 19 de março.


4 - Estaduais

Até agora, os campeonatos regionais marcaram mais pelas pífias campanhas de times conhecidos do que por bons desempenhos. Avaí, Paraná Clube e Vasco, somados, conquistaram incríveis dois pontos em 42 disputados (14 jogos). O Vasco é o grande mico: quatro jogos, quatro derrotas,a última delas para o Flamengo. Avaí e Paraná naufragam em campeonaos medianos. Crise está feia...
3 - Fabiana Murer
Desde o famoso sumiço da varas na última Olimpíada, estamos com algo engasgado. Perto de fazer 30 anos, a saltadora está na melhor fase de sua carreira. Em janeiro, venceu o Millrose Games (que acontece desde 1914), em Nova Iorque, com a marca de 4,74m, ótima para um começo de temporada. Yelena Isinbayeva, insuperável nos últimos anos, está com uma carreira cambaleante, ponderando a aposentadoria. Dá para sonhar com uma medalha Olímpica em Londres, ano que vem.


2 - Australian Open

Novak Djokovic nunca foi o número 1 do Ranking Mundial, mas há tempos vem beliscando a posição. Em janeiro, o sérvio de 23 anos deu mais uma mostra de seu valor ao vencer o primeiro Grand Slam do ano, o Aberto da Austrália. Com autoridade, bateu Roger Federer na semifinal e Andy Murray na decisão. Entre as mulheres, emergiu a China, que pela primeira vez se destacou no tênis que não é o de mesa. A veterana Na Li, contudo, perdeu a final para a belga Kim Clijsters, que já vinha merecndo a conquista.

1 - Sulamericano Sub-20

O Brasil passou como quis pela primeira fase do clasíficatório para as Olipíadas de Londres. Nos campos peruanos, Neymar comandou uma turma que deu espetáculos em estado de graça. Resta agora saber se a seleção de Ney Franco vai manter a pegada na fase final para beliscar uma das duas vagas aos Jogos de 2012.

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