sexta-feira, 1 de maio de 2009

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‘Paraná é um celeiro formador de golfistas’






Com essa afirmação, o representante da Federação Paranaense e Catarinense de Golfe atestou o crescimento do esporte no estado






O Golfe Paranaense cresceu de tal forma nos últimos anos que hoje já é o segundo principal pólo do esporte no país, atrás apenas de São Paulo. É o que garante Júlio Azevedo, representante da Federação Paranaense e Catarinense de Golfe. “O número de filiados à Federação está tendo um crescimento de dez a 15 por cento ao ano. Atualmente, temos 1300 atletas federados, dos quais 60 são Juvenis”, conta Azevedo.
Só nesse mês, foram dois campeonatos importantes na Grande Curitiba. Do dia 3 ao dia 5 de abril, aconteceu a etapa paranaense do Tour Nacional de Golfe Juvenil. A competição, sediada no Alphaville Graciosa Clube, em Pinhais, reuniu mais de 70 golfistas brasileiros com até 17 anos. Divididos em cinco categorias, de acordo com a idade, os atletas cumpriram a segunda etapa do evento, buscando troféus e pontuação para o ranking brasileiro.
Os irmãos paranaenses Uri e Petra Bogoslavsky foram ambos vice-campeões gerais, masculino e feminino respectivamente, mostrando a expressão do estado. Segundo Azevedo, eles refletem uma larga tradição: a de que o Paraná é um celeiro formador de golfistas. “Nas últimas décadas, dezenas de jogadores criados aqui atingiram o topo da carreira com títulos no golfe profissional”.
Sendo atração como sede para torneios, o Paraná recebe também em Abril o 61º Aberto de Golfe Cidade de Curitiba. Disputado no Graciosa Country Club, o tradicional torneio reúne ao todo 250 golfistas de todo país. A competição, que foi dividida em três etapas de dois dias cada uma, encerra-se neste sábado (11). A primeira etapa foi realizada nos dias 1 e 2 de abril, e a segunda nos dias 4 e 5 do mesmo mês. O torneio tem pontuação válida para o ranking paranaense, e a quantidade de atletas e o nível deles confirmam o crescimento do Golfe no Paraná.



Nem tão caro assim
A primeira característica que se lembra ao pensar em golfe é que é um esporte inacessível à camada majoritária da população, exclusivo para pessoas ricas. De acordo com Júlio Azevedo, representante da Federação Paranaense e Catarinense de Golfe, esta é uma ideia equivocada. “O golfe realmente foi sempre visto como elitista. Mas a prática do esporte é mais barata, por exemplo, do que a do tênis”, diz Azevedo. Ele afirma que os custos não são altos como se imagina. Segundo o representante da Federação, a locação da maioria dos campos na região gira entre R$50,00 e R$200,00, preço que diminui se o jogador é convidado de um sócio do clube onde está o campo. “Além disso, há um número cada vez maior de campos gratuitos, que visam aumentar o número de praticantes”, argumenta. O custo inicial, mais caro, é com o material, no entanto, de acordo com Azevedo, esse é um investimento durável. “Hoje, se compra um ótimo conjunto de tacos por 300 dólares, com o qual se pode ficar vários anos, podendo participar de qualquer evento com ele”, conclui.
O que efetivamente está tentando ampliar a popularidade do golfe nas camadas de menor poder aquisitivo são os projetos sociais. Segundo Henrique Kitahara, Diretor Juvenil da Federação de Golfe do Estado do Rio de Janeiro (FGERJ), são amplos os programas que auxiliam os praticantes de baixa renda. “Temos no Rio o ‘Projeto Japeri’, que fornece material e um campo público para crianças e adolescentes em uma das regiões mais pobres do estado”, afirma Kitahara. “A inclusão social por meio do Golfe é decisiva para o aumento da sua popularidade”, completa ele.



Tradição familiar e investimentos públicos
A maioria dos jovens que participam do Golfe o fazem por influência dos pais ou outros familiares próximos. Henrique Kitahara, que viajou do Rio com 23 jogadores para o Tour Juvenil, afirma que é uma realidade quase unânime. “Quase todos os jovens que trouxemos possuem familiares envolvidos com o Golfe, exceto os ligados ao Projeto Japeri”. Em outras regiões do Brasil observa-se a mesma tendência. Lucas Menezes, 15 anos, atleta de São Paulo que participou da competição no Alphaville, diz que entrou no Golfe por influência direta do pai. “Como diz o ditado, filho de peixe, peixinho é. Comecei a jogar há quase dez anos, porque meu pai é professor de Golfe”. O atleta conta também que a influência era constante: “Mesmo que não estivesse treinando para uma competição, estava sempre por ali, assistindo meu pai ou jogando por diversão”.
Outro jovem golfista – também de São Paulo – Eduardo Stanziola, conheceu o Golfe há um ano e meio por influência do tio. Atualmente ele treina quatro vezes por semana. “Estou aos poucos incluindo o Golfe na minha rotina. Mas precisa ter regularidade, acho que quatro vezes por semana é uma frequência suficiente”. Já Menezes, por sua vez, afirma que pratica todos os dias, mas não foi sempre assim: “No início, eu jogava só no fim de semana, por brincadeira”.
O campo de golfe no qual eles jogam é público. “Treino num campo de Itu-SP, que inclusive reserva alguns dias exclusivos para os Juvenis, eles estão interessados em investir no esporte”. No estado de São Paulo, é comum os campos serem liberados para o público. “No campo onde eu treino, o espaço é para todos, por isso temos que aprender a dividir e nos organizar. Mas é melhor do que ter que pagar a locação a cada treino”, explica Satanziola.
Os campos públicos existem graças ao incentivo ao Golfe Juvenil, prática que está se tornando frequente nos últimos anos. Henrique Kitahara diz que as federações estão percebendo a necessidade de apoiar jovens golfistas. “São cada vez mais comuns as escolinhas de Golfe, onde oferecemos material àqueles que desejam conhecer o esporte, e todas as competições têm prêmios que estimulem o atleta a seguir evoluindo”, declara ele. Segundo Kitahara, o estímulo ao Golfe Juvenil é uma preocupação com o futuro do esporte, que tem necessidade de renovação. Ainda de acordo com o diretor juvenil da FGERJ, o sonho da federação carioca é ver o esporte incluído como modalidade Olímpica em 2016. “Seria um grande passo para aumentar a popularidade do Golfe”, finaliza Kitahara.



Que esporte é esse?
Desconhecido pela grande maioria da população, o golfe é um esporte que está aumentando, gradativamente, suas bases de popularidade. Basicamente, é um esporte individual e sem contato. O objetivo do jogador é conduzir, com um taco, uma pequena bola em direção a um buraco no solo com o menor número possível de tacadas. Em um campo regular, são 18 buracos. Quando um competidor acerta um buraco, marca o número de tacadas que executou e dirige-se até o ponto de partida (chamado de tee) do próximo buraco, de onde o jogo continua.
Há duas modalidades básicas de golfe, match play e stroke play. Menos usual e popular, o match play confronta a pontuação dos atletas em cada buraco separadamente. Em cada buraco, ganha um ponto aquele que precisou de menos tacadas para atingi-lo, e o competidor que tiver mais pontos ao final do jogo é o vencedor. O stroke play, por sua vez, analisa o conjunto. Vence quem precisou de menos tacadas, no total, para acertar todos os buracos.
Utilizado nos principais campeonatos mundo afora, o sistema de stroke play atribui um “par” ao campo de golfe. O par é a “expectativa” de tacadas necessárias para atingir cada buraco, determinada pela distância entre o tee (ponto de partida) e o buraco. Quanto maior é a distância, maior o par daquele buraco, ou seja, mais tacadas são necessárias para acertá-lo. A pontuação do golfista é baseada na diferença de tacadas entre o “par” e o número de tacadas que executou. Se o jogador necessitou de menos tacadas do que o “par” determinava, perde pontos, do contrário ganha. Assim, quem tiver menos pontos ao final do jogo é o vencedor.
Um buraco distante do tee até 240 metros é um par três. Se estiver entre 240m e 440m da partida é um par quatro. De 440m a 620m é um par cinco. Acima de 620m, é um par seis, mas os campos em que há buracos cujo ponto inicial está a mais de 600m de distância são extremamente raros. Assim, somando-se os dezoito buracos, um golfista caminha em média entre quatro e seis quilômetros por partida. Disso resulta uma das exigências para a prática do golfe, uma grande área ao ar livre. Os obstáculos do golfista, no entanto, não estão limitados à necessidade de amplo espaço físico.
Serviço
Onde jogar Golfe em Curitiba e Região Metropolitana
Alphaville Graciosa Clube – Av. Tomaz Edison de Andrade Vieira, 825 – Pinhais-PR Fone - 3351-1389
Clube Curitibano – Av. Vinte e Cinco de Janeiro, 2461 – Quatro Barras-PR
Fone - 3672-1474
Graciosa Country Club – Av. Munhoz da Rocha, 1146 – Curitiba-PR
Fones - 3025-1380 / 3025-1361
Las Palmas Golf & Country Club – BR 376, Km 626 – São José dos Pinhais-PR Fone-3384-3166
Santa Mônica Clube de Campo – BR 116, Km 6, Bairro Rincão – Colombo-PR Fones-3675-6622 / 3675-4245
Rafael Neves

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