sábado, 6 de junho de 2009

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Prefeitura promove o ciclismo entre jovens curitibanos

Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Curitiba mantém um projeto cujo objetivo é ensinar os princípios básicos do ciclismo

No Centro de Esporte e Lazer Velódromo, do Jardim Botânico, a prefeitura promove aulas de ciclismo para jovens de 13 a 25 anos. Segundo o Professor Adir Romeo, que atualmente é o coordenador do projeto no qual ingressou há 27 anos, a iniciativa é tanto educativa quanto para competição. “Atualmente trabalhamos com 56 jovens, entre os quais se encontram ciclistas iniciantes e atletas que já atraem a atenção de clubes de outros estados. Somos ao mesmo tempo uma escola de ciclismo e um centro de treinamento”, declara Romeo, que exalta a crescente procura pelo esporte. “Nos últimos anos, nosso grupo se fortaleceu, estamos crescendo em quantidade e qualidade”, avalia o professor. O atleta Eduardo Euzébio, que participa da equipe há quatro meses, acredita que os treinamentos em grupo são ideais para atingir os objetivos. “Quando se treina com várias pessoas, é mais fácil de evoluir”, conta Eduardo.
Romeo destaca o potencial revelador que o projeto possui. “Desde a época em que comecei o trabalho, temos regularmente projetado atletas para o ciclismo profissional. Nosso grande objetivo é trazer o jovem para o esporte. Se este jovem vier a ser um atleta competitivo, estaremos prontos a dar o apoio necessário”, garante. Ele enfatiza que o ingresso na prática de ciclismo é muito mais simples do que alguns imaginam. “Já ouvi pessoas dizendo que o ciclismo é um esporte oneroso e difícil. Para iniciar a prática, basta possuir uma bicicleta e ter alguma instrução, os demais equipamentos não são essenciais para quem quer começar”, afirma o professor. Alguns atletas da equipe antes treinavam por conta própria, como é o caso de Maximiano Mello. “Há dois anos e meio, iniciei no Mountain Bike, sem treinador. Ano passado, passei a treinar com a prefeitura, no velódromo, e desde então tive um grande aprendizado”, garante o ciclista.
Competições
O professor e sua equipe preparam atletas para disputar os Jogos da Juventude do Paraná, que acontecem anualmente, e Romeo lamenta que não seja possível subsidiar totalmente os custos dos ciclistas que representam Curitiba na competição. “Infelizmente, a prefeitura não pode arcar com os custos da bicicleta, do capacete e dos demais equipamentos, mas os atletas desfrutam gratuitamente da estrutura, do treinador, das orientações técnicas e da conservação do velódromo”, pondera.
A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL) de Curitiba organizou, nos dias 16 e 17 de maio, a Copa SMEL de Ciclismo 2009. A competição foi a quarta de doze etapas a serem realizadas durante o ano.
O espaço de treinamento
Adir Romeo passou a trabalhar no velódromo em 1982. Neste ano, segundo ele, aconteceu a primeira reforma na pista. “A inauguração do Velódromo aconteceu em fevereiro de 1979. Três anos depois, houve a primeira reestruturação”, conta. Ele diz que a última reforma aconteceu em junho de 2002, para que Curitiba pudesse sediar os Jogos Sul-Americanos. “Desde então, a pista permanece em razoável estado, embora não esteja perfeita. Estamos com uma solicitação de nova reforma, junto à prefeitura, na pista e em seu espaço interno, mas não recebemos resposta definitiva”, explica o professor.
A pista continua recebendo os treinos regulares e competições, como a Copa SMEL. Segundo Gabriel Monteiro, que treina junto à equipe de Curitiba de segunda a sábado, o velódromo está em condições satisfatórias. “Obviamente uma manutenção seria bem-vinda, mas estamos conseguindo treinar sem maiores problemas”, diz ele. O atleta, que utiliza a pista há um ano, declara que a estrutura é suficiente para a obtenção das metas da equipe. “Participamos da Copa Sul e do GP Curitiba no início do ano, e foi possível fazer uma boa preparação treinando neste velódromo”, avalia Gabriel. Outro atleta, Adílson Santos, lamenta apenas que a área não seja coberta. “Às vezes, um treino é interrompido antes do fim, por causa da chuva. O velódromo é bom, mas seria ideal se fosse coberto, já passamos uma semana inteira sem treinar porque houve chuva todas as tardes”, afirma o ciclista.
As reformas necessárias, segundo Romeo, são de pequeno porte. “O único problema é que a pista foi desgastada em alguns pontos, onde há pequenas rachaduras. Embora não afete drasticamente o desempenho dos ciclistas, a estrutura não é a ideal”, conclui o professor.

Rafael Neves

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